Tempestade solar atinge a Terra hoje e cientistas antecipam consequências

Correio do Estado

Tempestade solar atinge a Terra hoje e cientistas antecipam consequências – Imagem gerada por inteligência artificial.

Classificada como moderada (nível G2), uma tempestade geomagnética atinge a Terra nesta sexta-feira (9), com possibilidade de auroras mais intensas e de interferências em equipamentos tecnológicos. O evento é consequência de uma ejeção de massa coronal que o Sol lançou ainda na quarta-feira (7), dias depois de a mesma região solar registrar duas explosões seguidas.

O acompanhamento do fenômeno é feito pelo Centro de Previsão do Clima Espacial, ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos. Deslocando-se a uma velocidade estimada em 560 quilômetros por segundo, a ejeção tem chegada estimada para a madrugada desta sexta-feira, entre 1h e 2h no horário de Brasília — cálculo que ainda pode ser revisto à medida que novas informações forem coletadas.

Como a tempestade chega
Duas explosões solares, de classes M1.4 e M1.8, ocorreram na região AR4549, próxima ao centro da face solar voltada para a Terra. Essa sequência rápida de eventos indicou aumento da atividade do Sol, que os centros de previsão continuam monitorando.

Os modelos de monitoramento indicam que a frente da ejeção de massa coronal deve alcançar a Terra entre 1h e 2h da madrugada desta sexta. As condições geomagnéticas devem variar entre G1 e G2 ao longo do dia, com possibilidade de intensificação durante a manhã.

Impactos em tecnologia e auroras
Auroras mais brilhantes que o comum podem aparecer em regiões distantes dos polos durante a tempestade. Em tempestades de nível G2, auroras já foram observadas em locais como Nova York e Idaho, embora a aurora boreal não deva ser visível no Brasil mesmo neste cenário.

Os efeitos tecnológicos preocupam mais que as auroras, e alterações na ionosfera podem gerar erros temporários em sinais de GPS, prejudicando qualquer sistema que dependa de posicionamento preciso. Comunicações por rádio de alta frequência sofrerão interferências, e satélites em órbita baixa podem ter suas trajetórias alteradas pelo aquecimento das camadas superiores da atmosfera.

As redes de energia elétrica também estão entre os sistemas vulneráveis, já que esse tipo de tempestade é capaz de gerar correntes elétricas em estruturas na superfície terrestre. Quando o fenômeno é mais intenso, essas correntes podem sobrecarregar equipamentos e levar a falhas no fornecimento de energia.

Proteção natural e risco à saúde
Pessoas na superfície terrestre não enfrentam perigo físico direto, e o campo magnético e a atmosfera do planeta funcionam como escudo contra a radiação e as partículas solares perigosas lançadas pelo Sol.

A preocupação maior recai sobre astronautas e tripulações de voos em altitudes elevadas. A exposição à radiação aumenta significativamente durante esses eventos, sobretudo em rotas próximas aos polos.

Cientistas ainda tentam entender se existe algum tipo de ligação entre esses fenômenos e mudanças no organismo humano, mas trata-se de um campo de estudo que segue sem conclusões definitivas — o que não permite associar a tempestade desta sexta-feira a qualquer efeito sobre a saúde da população.

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