
Caso está em análise (Foto: Ilustrativa, Reprodução)
Uma nova investigação de suspeita de gripe aviária está em andamento no município de Bonito, distante 259 quilômetros de Campo Grande. O caso envolve ave de criação doméstica, sem definição, até o momento, se o animal investigado seria uma galinha ou pato.
A ocorrência está classificada como exploração doméstica, o que, em caso de confirmação, tende a ter impacto limitado, diferente de situações envolvendo granjas comerciais. Nesses sistemas produtivos, a confirmação da doença pode gerar restrições sanitárias e comerciais mais amplas.
O município já havia registrado um foco da doença em setembro de 2023, também em ave doméstica criada para subsistência. Na ocasião, o vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) foi confirmado em uma galinha em propriedade rural.
Como medida sanitária naquele episódio, todas as aves do local foram sacrificadas e houve monitoramento em um raio de até 3 quilômetros, com ações de vigilância ampliadas em até 7 quilômetros ao redor da propriedade.
Apesar do histórico, autoridades sanitárias reforçam que casos em aves de subsistência ou silvestres não alteram o status sanitário do país nem geram restrições ao comércio internacional de produtos avícolas. O consumo de carne de frango e ovos segue considerado seguro.

Em 2026, o cenário nacional soma 200 investigações de suspeitas de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, das quais 87 exigiram coleta de amostras para análise laboratorial. Atualmente, há oito investigações em andamento sem resultado conclusivo. Neste ano, foram confirmados dois focos de influenza aviária de alta patogenicidade no Brasil.
A diferença de impacto entre os tipos de ocorrência ficou evidente em 2025, quando foi registrado o primeiro caso da doença em uma granja comercial, no município de Montenegro (RS). Naquele contexto, houve repercussões comerciais relevantes, incluindo restrições temporárias de importação por parceiros internacionais.
Já no caso atual em Bonito, por se tratar de criação doméstica, mesmo uma eventual confirmação não deve provocar sanções comerciais ou impactos significativos na cadeia produtiva.