
Cela em instituição penal de Campo Grande. (Foto: Defensoria Pública de MS)
Uma detenta de 25 anos ameaçou matar policiais penais após não ser autorizada a participar do banho de sol em um presídio de Campo Grande, na manhã de ontem (14). Enfurecida, a jovem se descontrolou ao ser informada que não sairia com as demais presas e intimidou as agentes de segurança que trabalham na instituição.
De acordo com uma das policiais ameaçadas, a interna em questão a chamou em sua cela e perguntou qual ala do pavilhão seria liberada primeiro para o banho de sol. A policial penal então foi conferir a escala para dar uma resposta.
Ao checar o documento, constatou que a interna estava sob regime de recolhimento preventivo, sanção disciplinar na cela, em virtude do registro de mau comportamento e desobediência anotados no dia 13/06/2026.
Diante disso, a policial informou à detenta de que ela não estaria autorizada a participar do banho de sol da rotina normal, devido à sua condição de recolhimento. Inconformada com a restrição legal, a interna iniciou um ato de desordem, desferindo diversos chutes contra a porta da cela.
No mesmo instante, recebeu advertências verbais, mas ignorou as ordens, intensificou os chutes e passou a desacatar as servidoras, gritando a seguinte frase: “Essa filha da p*ta que me recolheu”, se dirigindo a outra policial, responsável pelo registro do dia anterior.
As repetidas chamadas de atenção não bastaram e a detenta manteve o comportamento hostil, proferindo palavras de baixo calão e desafiando abertamente a autoridade policial ao gritar: “Faz boletim de ocorrência, faz o caralho a quatro, e entra uma no c* da outra e vem todo mundo”.
A chefe de disciplina então compareceu ao local para intervir e conversou com as ocupantes da cela. Nesse momento, a mesma presa se direcionou a ela e, de forma agressiva e em tom de grave ameaça, gritou: “Sua demônia, tem que pegar uma de vocês para servir de exemplo. Tem que pegar e matar uma de vocês”.
Temendo por sua integridade física, bem como por sua vida, a vítima procurou uma delegacia e registrou um boletim de ocorrência contra a presa, para adoção das providências de polícia judiciária e administrativas cabíveis.