
Foto: Olhar Digital
O litoral de São Paulo está enfrentando um surto de sarna humana, ou escabiose. A cidade de Praia Grande parece estar registrando a maior parte dos casos que, inicialmente, estavam concentrados em uma região periférica, mas começaram a chegar também em bairros nobres do município.
Os casos começaram a ser registrados por jornais locais. Em alguns casos, pessoas precisaram ser hospitalizadas após se contaminarem com a doença. A maior parte das vítimas são crianças.
As imagens foram divulgadas por um perfil no Instagram chamado PGinvisivel, que alerta para os casos. A empresária Patrícia Ogna Patrali é responsável pelo perfil e conta com a ajuda de médicos. As fotos são fortes e podem ser encontradas na rede social.
De acordo com Patrícia, em vídeo publicado no perfil, o primeiro caso registrado foi em outubro de 2020 em uma criança. “São muitos casos, os adultos também têm, isso passa de um para outro, fica no lençol”, explicou.
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a sarna humana causa feridas da pele e coceira intensa. A causa é um tipo de ácaro parasita e o contágio se dá somente entre humanos. O contato deve ser prolongado para que ocorra a contaminação.
A prefeitura de Praia Grande disse que “a escabiose ocorre principalmente em comunidades fechadas e grupos familiares. A transmissão é por contato e, embora seja de fácil transmissão, é limitada pelo número de pessoas em convivência comum. A notificação do número de casos não é necessária, pois, não causa epidemias ou surtos de grandes proporções”, explicando que não existe um monitoramento do surto ou dados oficiais divulgados pelas autoridades da cidade.
A doença não é transmitida por animais domésticos e é diferente da sarna encontrada em cães.
“A fecundação do ácaro ocorre na superfície da pele. Logo após o macho morrer, a fêmea penetra na pele humana, cavando um túnel, por um período aproximado de 30 dias. Depois, deposita seus ovos. Quando eles eclodem, liberam as larvas que retornam à superfície da pele para completar seu ciclo evolutivo. Este processo de maturação é de 21 dias”, explicou a SBD.
O tratamento é feito basicamente com medicamentos tópicos para curar as feridas, além disso, remédios orais como antibióticos também podem ser usados. O grau do tratamento depende da gravidade das lesões de cada paciente.