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Secretária envenenou médico por mais de um ano para esconder desvio de R$ 544 mil

Por Redação

Em 23 de fevereiro de 2026

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Da esquerda para a direita: a secretaria suspeita de envenenamento, Bruna Garcia, e o cardiologista Victor Murad.
Foto: Reprodução/Montagem/TV Globo

O cardiologista Victor Murad, de 90 anos, foi envenenado sistematicamente durante 15 meses por sua secretária de segurança, Bruna Garcia. Segundo o Ministério Público do Espírito Santo, a secretária tentava ocultar um desvio de mais de meio milhão de reais das contas do médico. “Confiava cegamente nela, foi esse o meu mal. Acreditava nela; assim, ela encanta qualquer um. É uma serpente”, desabafou o médico em entrevista ao Fantástico, exibida no domingo, 22, na TV Globo.

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A suspeita do crime surgiu após a demissão da secretária, quando uma nova funcionária encontrou um frasco de arsênio escondido na clínica. As investigações indicam que Bruna teria misturado a substância em alimentos e até na água de coco consumida pelo médico.

Murad passou a enfrentar dores intensas e episódios frequentes de vômito. Com o agravamento do quadro, o médico precisou encerrar as atividades do consultório que mantinha havia mais de 30 anos.A polícia confirmou o envenenamento por meio da análise de fios de cabelo de Murad, já que o arsênio é eliminado rapidamente do sangue e da urina, o que dificulta sua detecção nesses exames. O laudo confirmou que o envenenamento durou, no mínimo, um ano e três meses.

Bruna começou a trabalhar na clínica de Murad em 2013. Filha de uma ex-funcionária que trabalhou com o cardiologista por cerca de 20 anos, ela conquistou a confiança da família ao longo do tempo. Com isso, passou a administrar integralmente as finanças do médico, que não tinha o hábito de utilizar recursos digitais, como o PIX.

Ao todo, Bruna desviou R$ 544 mil ao longo de 12 anos. Com o dinheiro, ela chegou a realizar viagens para a Disney, além de pagar estadia em hoteis de luxo. As movimentações financeiras chegaram a ocorrer até três vezes no mesmo dia. “Eram transferências de três, quatro, até dez mil reais”, explicou o promotor Rodrigo Monteiro.

Terra/AB

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