Variação da indústria em MS traz taxas negativas acima da média nacional

Aumento esperado na demanda não deve se refletir em maior número de vagas, segundo empresários – Reprodução/ Fiems

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE) indicam que, apesar de um acumulado positivo no primeiro bimestre de 2023, Mato Grosso do Sul aparece com taxas negativas na variação industrial, que superam a média nacional.

Na série com ajuste sazonal houve queda de 0,2% na indústria do País, com declínio de 2,4 pontos percentuais se comparado fevereiro de 2023 com o segundo mês do ano passado.

Nessa comparação entre os meses de fevereiro, Mato Grosso do Sul aparece – com 3,4% de variação negativa – com desempenho melhor apenas que:

  • Região Nordeste (-6,3%),
  • Bahia (-6,1%),
  • Pará (-4,9%),
  • Pernambuco (-4,8%),
  • Santa Catarina (-4,6%) e
  • São Paulo (-4,5%).

Ainda, o Estado de Goiás (-2,7) também mostra uma taxa negativa mais elevado do que a média nacional, com o Espírito Santo completando a relação de pontos com recuo na produção, conforme índice registrado mensalmente em fevereiro de 2023.

Avaliação local

Em análise regional, porém, – pela Sondagem do Radar Industrial da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (FIEMS) – a maioria das empresas do ramo preveem, com otimismo, uma estabilidade na compra de matérias-primas; total de funcionários e na demanda dos produtos.

Quem traz esse apontamento é Ezequiel Rezende, coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, destacando que a Sondagem indicou – entre fevereiro e março – um crescimento ou estabilidade da indústria em Mato Grosso do Sul.

Ele frisa que a percepção quanto às condições da economia seguem desafiadoras, segundo avaliação das empresas que respondem à Sondagem, mas, ainda assim, 75% das empresas industriais sul-mato-grossenses dizem ter passado longe de um declínio.

Com isso, conforme a pesquisa, o último mês registrou um crescimento de mais 26 pontos percentuais, com a estabilidade ou crescimento da capacidade instalada observada em 65% das indústrias consultadas.

Também o índice de confiança das indústrias subiu 2,5 pontos percentuais, assim como a intenção de investir, que cresceu pouco mais de 3% no período, refletindo em 76% desse empresariado considerando a própria situação financeira atualmente como “satisfatória ou boa”.

Na compra de matérias-primas, quem prevê estabilidade ou melhora somam 87% do empresariado, sendo 57% esperando equilíbrio e outros 30% querendo comprar ainda mais pelos próximos seis meses.

Dificuldades

Pelo relatório da Federação, o setor está longe também de ser ver livre das dificuldades, que aparecem nos seguintes pontos:

  1. Demanda interna insuficiente
  2. Falta de trabalhador qualificado,
  3. Elevada carga tributária e
  4. Alto custo da matéria-prima.

A expectativa, conforme os participantes à Fiems, é que quase metade desse empresariado mantenha estabilidade na demanda de produtos, enquanto 39% se colocam ainda mais confiantes e esperam crescimento na busca por seus itens.

Importante frisar que esse aumento esperado na demanda, pelo menos por enquanto, não deve se refletir em maior número de vagas, segundo os empresários, já que só 13% prevê contratações para o período.

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