Por unanimidade, Trutis e chefe de gabinete se tornam réus no STF por simularem atentado na BR-060

Foto: Reprodução

O deputado federal Loester Trutis (PL) e o chefe de gabinete Ciro Fidelis se tornaram réus no STF (Supremo Tribunal Federal), por simularem um atentado contra a vida do parlamentar na BR-060, após o final do julgamento virtual na madrugada desta terça-feira (16). Os onze ministros da Corte votaram a favor do recebimento da denúncia, feito pela Procuradoria-Geral da República após investigação da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul.

Ambos responderão por comunicação falsa de crime, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e disparo de arma de fogo. Os ministros seguiram por unanimidade o voto da relatora, ministra Rosa Weber. Conforme o voto da relatora, os argumentos trazidos pela defesa do parlamentar “não são suficientes” para desqualificar as provas levantadas na fase de investigação da Polícia Federal.

Investigação da PF e denúncia

Para a PF, Trutis (PL) encenou o atentado: a conclusão, cujas informações investigadas já apontavam para simulação por parte do parlamentar, está em relatório encaminhado ao STF, no qual a polícia pedia indiciamento de Trutis e de Ciro Fidelis, assessor que acompanhava o deputado naquela ocasião em 10 de fevereiro de 2020, quando teria acontecido o suposto atentado.

Em seis pontos, a PF cita que o veículo descrito como autor dos disparos foi ‘exaustivamente procurado e não foi localizado’, mesmo com a análise de todas as câmeras de segurança instaladas no percurso feito pela dupla. “Tanto o deputado federal Loester Carlos Gomes de Souza quanto seu assessor Ciro Nogueira Fidelis faltaram com a verdade durante os seus depoimentos”, traz um dos trechos.

Em reportagens sobre a investigação, foi relatado, a partir das análises dos policiais federais, que a caminhonete descrita pelos dois como sendo o veículo que teria os perseguido, seria ‘velha e lenta’ e não teria como protagonizar atentado. Em outro trecho, é dito que, no dia, parlamentar e assessor sequer teriam sido perseguidos. Eles estavam em um Toyota Corolla.

Segundo a investigação, os dois deixaram de informar que saíram da BR-060 para duas estradas vicinais, ‘onde inclusive chegaram a parar e desligar a ignição do veículo’. Justamente em uma dessas estradas, foram encontradas seis cápsulas de munição calibre 9mm, além de fragmento de vidro, que pode ser do veículo em que estavam.

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