Justiça decreta prisão preventiva de militar que matou motociclista em Campo Grande

Midiamax/AB

Vítima pilotava uma Yamaha Factor 150. (Foto Marcos Ermínio, Midiamax e redes sociais, no detalhe).

O policial do Exército, de 22 anos, que atropelou e matou Miriam Rosa Matos, de 45 anos, permanecerá preso. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada na manhã desta segunda-feira (22).

O militar foi preso em flagrante no último sábado (21) após atingir a motociclista Miriam Rosa Matos, de 45 anos, que morreu devido à violência do impacto. O acidente aconteceu no cruzamento da Rua Padre João Crippa com a Maracaju.

O militar estava dirigindo uma caminhonete S10 em alta velocidade. Horas antes, ele havia ingerido bebida alcoólica em bares de Campo Grande. Miriam morreu no local antes da chegada do socorro.

Miriam era vigilante e estava voltando para casa e morreu a poucos quilômetros de casa.

Conforme o boletim de ocorrência, o militar estava visivelmente embriagado e o teste de bafômetro resultou em 0,42 mg/L de álcool por litro de ar alveolar expelido. Miriam seguia pela Rua Padre João Crippa em direção à Rua Maracaju. O militar, que estava na Rua Maracaju sentido Avenida Presidente Ernesto Geisel, dirigia em alta velocidade.

Após ser atingida pela Chevrolet S10, Miriam foi lançada da moto, morrendo ainda no local. Já o condutor da caminhonete, que estava com um amigo, perdeu o controle do veículo após a colisão e bateu em uma árvore. A caminhonete foi parar no estacionamento de uma clínica médica.

Logo após a colisão fatal, o militar foi flagrado por testemunhas no chão e sendo consolado por um rapaz, possivelmente amigo dele. Aos prantos, ele dizia: “Eu matei alguém […] isso não tem perdão”. Enquanto o rapaz lhe abraçava, o militar pedia “me solta”.

Interrogatório

Durante o interrogatório na delegacia, o militar confessou ter ingerido bebida alcoólica antes do acidente. Ele contou ter ingerido vodka com energético por volta de 0h45, juntamente com um amigo.

Questionado sobre o acidente, o jovem confessou ter tentado avançar o sinal vermelho. “Eu não vi a moto, eu estava correndo com o carro e eu tentei furar o sinal. Não vi, por isso que eu tentei furar”, alegou.

Após a colisão fatal, o militar disse que desceu da caminhonete e ficou em choque. “Eu desci do carro, escutei que uma mulher havia morrido e entrei em choque”, afirmou o jovem.

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