Rosa Weber assume presidência do STF e defende democracia

A ministra Rosa Weber tomou posse hoje (12) na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) e fez um discurso em defesa da democracia, do Estado de Direito, e repudiou a intolerância e o discurso de ódio.

A cerimônia de posse foi acompanhada pelos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, além de outras autoridades dos Três Poderes.

Em seu primeiro discurso, a ministra criticou a intolerância e defendeu a separação de poderes e liberdade de imprensa para manter uma democracia forte.

“Sejam as minhas palavras as de reverência incondicional à autoridade suprema da Constituição e das leis da República, de crença inabalável na superioridade ética e política do Estado democrático de Direito”, disse.

“De respeito ao dogma fundamental da separação de poderes, de rejeição do discurso de ódio, de repúdio à prática de intolerância enquanto expressões constitucionalmente incompatíveis com a liberdade de manifestação do pensamento”, acrescentou.

Além disso, Weber pregou o respeito ao resultado das eleições de outubro e enfatizou que o Brasil vive tempos difíceis, citando os constantes ataques feitos contra o STF.

Em seu pronunciamento, a ministra também prestou condolências aos mortos da pandemia de Covid-19 e citou a luta dos brasileiros contra a fome, a violência social e pela proteção ambiental.

Rosa é a terceira mulher a ocupar o cargo na história da Corte e sucederá o ministro Luiz Fux, que completou mandato de dois anos.

A presidente, que também chefiará o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ficará no comando do Supremo por um ano. Em outubro de 2023, quando completará 75 anos, deverá se aposentar compulsoriamente. O vice-presidente será o ministro Luís Roberto Barroso.

Perfil – Rosa Weber nasceu em Porto Alegre e se formou em Ciências Jurídicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atuou na magistratura trabalhista antes de chegar ao STF, em 2011, quando foi nomeada pela ex-presidente Dilma Rousseff. Foi juíza do trabalho, passou pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região e o Tribunal Superior do Trabalho (TST). Após tomar posse no Supremo, a ministra também presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 2018 e 2020. (ANSA-Com Agência Brasil) (ANSA).

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