
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Tapa-Buracos, que vai investigar a ausência dos serviços nas ruas de Campo Grande, deve ser instaurada na primeira semana de novembro na Câmara de Vereadores, conforme o presidente da Casa de Leis, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB).
O embate do momento é a definição dos cinco vereadores que vão integrar o grupo responsável pela investigação. Segundo Papy, não há impedimentos jurídicos para o andamento da comissão, e as tratativas agora estão concentradas na composição dos integrantes. “Não há impedimentos para prosseguir a CPI na questão legal e constitucional, estamos no desafio de conciliar os desejos das bancadas e partidos. Temos divergências de vereadores que querem participar da CPI”, disse.
Ainda conforme o presidente, o impasse envolve especialmente PSDB e PP, que reivindicam participação na CPI. “Na comissão que investigou o transporte coletivo, o PSDB abriu mão de uma vaga, permitindo que partidos com bancadas de três vereadores tivessem maior participação. Desta vez, porém, a legenda quer integrar a investigação, assim como o PP”, alegou.
Outro ponto considerado é a participação do PT, autor do requerimento de abertura da CPI e que, segundo Papy, tradicionalmente integra comissões desse tipo. “A definição precisa respeitar o princípio da proporcionalidade partidária. Algumas bancadas enfrentam disputas internas, já que mais de um vereador manifestou interesse em participar. No PP, por exemplo, três parlamentares querem uma das vagas. Cabe à própria bancada deliberar e apresentar um nome.”
Papy afirmou que, se necessário, vai chamar os representantes dos partidos para tentar resolver as divergências e concluir a composição. “Estamos tentando terminar de ajustar esses nomes para inaugurar a CPI com um time que possa ficar equilibrado, tanto dentro da base quanto da oposição, para que o trabalho seja o mais transparente possível e caminhe para um resultado para as pessoas”, afirmou.
A abertura da CPI teve o apoio dos 29 vereadores, que assinaram o requerimento para instalação da Comissão, em meio às reclamações sobre a qualidade dos serviços de recuperação do asfalto na Capital.
