
Tropas da Otan participam de exercício militar • 19/02/2025. Inquam Photos/Eduard Vinatoru via REUTERS
A Lituânia, pequeno país báltico no nordeste da Europa e membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) desde 2004, receberá uma nova rotação de tropas dos Estados Unidos, segundo o presidente Gitanas Nauseda. O país faz fronteira com a Bielorrússia, aliada do presidente russo Vladimir Putin, e com Kaliningrado, enclave russo às margens do Mar Báltico.
O território ocupa uma posição estratégica na fronteira leste da aliança militar.
A rotação de tropas dos Estados Unidos “já está a caminho da Lituânia”, afirmou nesta terça-feira (22) Nauseda em uma publicação nas redes sociais.
Ele agradeceu ao presidente Donald Trump e ao governo americano, acrescentando que a presença das tropas é importante para a Lituânia e para a segurança da região.
“A presença militar dos EUA na Lituânia é uma parte indispensável da nossa dissuasão e defesa coletiva”, afirmou.
A movimentação ocorre em um momento de aumento da atenção sobre a segurança no leste da Otan.
Um caça militar da aliança militar abateu, na segunda-feira (14), um drone no espaço aéreo da Lituânia, informou o Centro Nacional de Gestão de Crises local.
O drone, que provavelmente entrou vindo da Bielorrússia, foi abatido perto do vilarejo de Pratkunai, no sul da Lituânia — próximo a Kaunas, a segunda maior cidade do país —, disse o porta-voz do centro. A origem da aeronave ainda não foi determinada. Um alerta sobre drones havia sido emitido anteriormente na capital, Vilnius, e na região ao redor.
A incursão de drones militares no espaço aéreo de vizinhos da Rússia tem alimentado receios de que a guerra da Rússia na Ucrânia esteja se expandindo para além das fronteiras da Otan.
A Ucrânia intensificou ataques com drones de longo alcance contra a Rússia, inclusive na região do Mar Báltico, e vários drones militares ucranianos acabaram entrando no espaço aéreo da Finlândia, Letônia, Lituânia e Estônia.
A Ucrânia atribuiu as ocorrências à interferência da Rússia nas trajetórias dos drones por meio de guerra eletromagnética.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou um novo acordo sobre drones que está pronto para ser assinado durante sua visita a Nova York para a Assembleia Geral das Nações Unidas.
“Cerca de 20 reuniões estão planejadas, incluindo com o presidente dos EUA, líderes europeus, senadores e deputados americanos, chefes de organizações internacionais, grandes empresas americanas e centros de estudos. Um novo acordo sobre drones também está pronto para ser assinado”, afirmou Zelensky em uma publicação no X.
“A prioridade número um da Ucrânia é aproximar a paz e proteger a vida de nosso povo”, disse Zelensky, acrescentando que Kiev apresentará “propostas concretas de segurança” e medidas de desescalada que possam “aproximar o fim da guerra”
Segundo o presidente, a Ucrânia também busca reforçar sua defesa aérea e garantir financiamento suficiente de países parceiros.
Um dos parceiros é a França, segundo outra publicação de Zelensky após o encontro com o presidente francês, Emmanuel Macron. De acordo com o ucraniano, os dois discutiram um pacote de apoio para o inverno, destinado a garantir sistemas adicionais de defesa aérea e mísseis para a Ucrânia, utilizando recursos financeiros disponíveis por meio do empréstimo da União Europeia.
Ele não especificou quais outros países estarão envolvidos no acordo.