Preso pela PF, ‘Fio do Bigode’ é acusado de descaminho e lavagem de dinheiro

Midiamax/AB

Operação Nexum foi deflagrada nesta quarta-feira (9).(Foto: Reprodução, PF)

Preso durante a Operação Nexum, deflagrada nesta quarta-feira (9), pela Polícia Federal, ‘Victor – Fio do Bigode’ – como é conhecido nas redes sociais – é acusado de descaminho e lavagem de dinheiro. As investigações apontam o suspeito como líder do grupo investigado por extorquir e ameaçar clientes.

Conforme as investigações, a organização criminosa atuava há 11 meses em Campo Grande, com a internalização irregular de mercadorias eletrônicas oriundas do Paraguai, vendidas de forma parcelada e informal.

Durante a Operação, o grupo que é investigado por agiotagem, extorsão, tráfico de drogas, crimes relacionados a armas de fogo e lavagem de capitais, tiveram R$ 10 milhões bloqueados pela Justiça Federal. Perfumes e eletrônicos vendidos pela organização criminosa foram apreendidos em uma casa, no Jardim Los Angeles, onde foi cumprido mandado de busca a apreensão.

Victor e um segundo investigado foram presos e encaminhados para a sede da Polícia federal. Eles passaram por depoimento, mas optaram por manter-se em silêncio.

Ao Midiamax, o advogado de defesa Luiz Fernando Cavalheiro disse que os investigados falarão apenas em juízo. “Exerceram o direito de ficar em silêncio. Vão se manifestar somente em juízo”, explica.

Questionado sobre as denúncias de agiotagem, extorsão, tráfico de drogas, crimes relacionados a armas de fogo e lavagem de capitais, a defesa informou que as acusações não estão ligadas à Victor e ao outro preso durante a Operação.

“A princípio as acusações são de descaminho e lavagem de capitais, quanto aos demais crimes não tem nenhuma relação com os investigados”, defende.

Victor e o segundo investigado – que não teve o nome divulgado – permanecem na sede da Polícia Federal onde aguardam a audiência de custódia. Um terceiro envolvido foi submetido ao uso de monitoramento eletrônico.

Mercadorias apreendias. (Foto: Reprodução, PF)

Operação Nexum

Mais de 50 policiais federais de várias unidades da Superintendência Regional de Mato Grosso do Sul cumpriram 12 mandados de busca e apreensão, além das prisões, com apoio da Receita Federal. No bairro Los Angeles, na casa do pai de um dos investigados, foram apreendidos eletrônicos e perfumes.

Além dos mandados de busca e de prisão, a Justiça Federal determinou a indisponibilidade de bens imóveis e o bloqueio de ativos financeiros de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo, até o limite de R$ 10 milhões. Quatro veículos foram sequestrados e três empresas utilizadas pela organização tiveram suas atividades suspensas.

Victor, apontado como líder do grupo, tem 36,1 mil seguidores nas redes sociais, onde anuncia produtos de alto padrão e crediário próprio, semanal ou quinzenal. Algumas das publicações do investigado ostentam estilo de vida de luxo com viagens por diferentes regiões do país.

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