“Minha bandeira é estar contra o PT”, diz Zema em convenção

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Candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo) • CNN Brasil

O candidato ao Palácio do Planalto Romeu Zema (Novo) disse nesta segunda-feira (27) que a sua “bandeira é estar contra o PT” na disputa eleitoral à Presidência do país.

O ex-governador de Minas também afirmou que “viu o PT destruir seu estado”. A declaração é uma menção à crise fiscal que Minas Gerais enfrentou durante a gestão petista.

“Ninguém aguenta mais quatro anos de PT. No passado, foi mensalão, petrolão, mala de dinheiro, e agora estamos aí, [com o caso do escândalo] Master”, completou ele em convenção partidária da sigla que o oficializou como candidato.

Segundo Zema, a gestão do PT no país foi um fator decisivo para levá-lo para a política e a vida pública. “Brasil tem tudo para dar certo, não temos terremoto, furacão… […] problema não é que falta recurso, problema é que sobra ladrão. E nós vamos acabar com isso”, disse.

Em seu discurso, Zema voltou a dizer que é um nome “de fora” da política tradicional, apesar de já ter exercido quase oito ano de mandato como governador.

Na campanha, a intenção do ex-governador é reproduzir o discurso de eleições anteriores em que se apresentou como um “outsider” e nome de perfil anti-establishment. A estratégia é se colocar como alternativa à polarização entre PT e PL.

Zema apoiou as candidaturas de Jair Bolsonaro (PL) em eleições anteriores. Neste ano, tem optado por manter certo distanciamento de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também candidato ao Planalto, em especial após desgastes na campanha do senador envolvendo o caso do Bando Master.

Questionado por jornalistas, Zema evitou falar diretamente sobre Flávio e se atuaria para inviabilizar que o senador chegasse ao segundo turno. “O que eu tinha para falar sobre o candidato [Flávio] eu já disse, já me manifestei”, afirmou.

Ele disse, no entanto, que eleições são imprevisíveis e minimizou o seu baixo desempenho em pesquisas. Segundo ele, os brasileiros costumam se envolver mais nas eleições na véspera do pleito.

Durante o ato em Brasília, Zema fez reiteradas críticas ao PT, mas evitou falar sobre o governo anterior e sobre a candidatura de Flávio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é pré-candidato à reeleição.

A postura é diferente de outros candidatos que se apresentam como nomes da “terceira via”. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), também postulantes ao Planalto, têm optado por fazer críticas tanto a Lula quanto a Flávio, que são os dois nomes que têm recebido maior apoio em pesquisas eleitorais.

Vice na chapa

O candidato ao Planalto ainda não definiu quem ocupará o cargo de vice-presidência na chapa. Ele disse que a definição ocorrerá até 5 de agosto, o prazo legal do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Zema, no entanto, deve se reunir na próxima semana, no Rio de Janeiro, com Joaquim Barbosa (DC), ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal).

Fontes relataram à CNN que o DC procurou o Novo no último fim de semana. Dirigentes sondaram sobre a possibilidade de apresentar Barbosa como vice na chapa de Zema à Presidência da República.

O ministro aposentado do STF e o ex-governador também conversaram por cerca de cinco minutos por telefone. Interlocutores relataram a conversa como “positiva” e “animadora”. No entanto, ainda há dúvidas se Barbosa aceitaria sair como vice.

Esta será a terceira eleição disputada por Zema. Empresário, ele foi eleito para dois mandatos como governador de Minas, em 2018 e 2022. Como postulante ao Planalto, o ex-governador tem se posicionado como uma “terceira via”, uma alternativa à polarização entre PL e PT.

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