Onça sumida há anos ressurge no Pantanal de MS após machos dominantes desocuparem área

Midiamax/AB

No momento do avistamento, Angico havia acabado de predar um cateto. (Imagens: Carol Prange e Pedro Oliveira)

Após quatro anos sem registros de sua presença na área pantaneira da ONG Onçafari, em Miranda, Mato Grosso do Sul, o macho Angico voltou a dar as caras.

Sua aparição ocorreu após Timburé e Divino, machos dominantes que ocupavam o território, se dispersarem e deixarem a região nos últimos meses.

Com a desocupação dos líderes mais imponentes da dinastia nesse trecho do Pantanal sul-mato-grossense, não só Angico, mas outros machos também voltaram a ser observados nas terras da reserva ecológica do hotel-fazenda Caiman Pantanal.

A novidade foi divulgada pela própria ONG Onçafari, que celebrou a reaparição do macho após tanto tempo. Curiosamente, o reencontro com Angico aconteceu por acaso, durante o rastreio da fêmea Aracy, famosa por ser bem namoradeira na região.

Diferentemente de algumas onças que vivem ali, Angico não possui colar de monitoramento e isso torna seus deslocamentos e sua localização menos previsíveis. “Por isso, cada registro é especial”, explica a instituição que cuida do bem-estar desses felinos no Pantanal.

“No momento do avistamento, Angico havia acabado de predar um cateto e se alimentava nas proximidades. Após se afastar da carcaça, retornou para buscar o restante da presa, passando próximo ao veículo de safári”, recorda a ONG sobre o registro, documentado pelos guias e biólogos Carol Prange e Pedro Oliveira.

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