Ilumina Pantanal é um modelo que o Brasil precisa replicar, afirma Reinaldo

Da assessoria/AB

Foto: Divulgação

O êxito do Programa Ilumina Pantanal, lançado pelo Governo de Mato Grosso do Sul em março de 2021, comprova que levar infraestrutura básica a regiões remotas é possível — e pode ser referência nacional. A iniciativa já levou energia elétrica limpa e renovável a mais de 2.800 famílias ribeirinhas, indígenas e produtores rurais de Corumbá, Ladário, Aquidauana, Miranda, Porto Murtinho, Rio Verde, Coxim e outras localidades do Pantanal sul-mato-grossense, além de beneficiar 6 escolas e mais de 300 crianças.

Para Reinaldo Azambuja, pré-candidato ao Senado, “enquanto muitos diziam que era impossível levar energia elétrica para centenas de famílias do Pantanal por redes convencionais, o Governo do Estado buscou parcerias, inovou com microssistemas individuais de geração solar com armazenamento em bateria e deu certo. O Brasil precisa desse mesmo espírito para resolver o básico”, afirma.

Dados oficiais do IBGE (PNAD Contínua 2024) e do Instituto Trata Brasil revelam um retrato preocupante: Água potável: cerca de 30 milhões de brasileiros (14,2% dos domicílios) ainda não têm acesso à rede geral de abastecimento de água.

Saneamento básico: aproximadamente 72 milhões de brasileiros vivem sem coleta de esgoto — número que sobe para 95 milhões (44,8% da população) considerando os indicadores mais recentes do Trata Brasil.

Energia elétrica: embora 99,5% dos domicílios tenham acesso à rede, cerca de 1 milhão de brasileiros ainda vivem no escuro, especialmente na região amazônica, onde mais de 425 mil famílias seguem sem energia, segundo estimativas do Ministério de Minas e Energia.

“O Senado Federal, que representa os Estados e o Distrito Federal, tem a obrigação de liderar essa pauta. É lá que se estabelecem as leis que podem garantir que quem vive nas regiões mais longínquas deste país tenha direito a serviços básicos financiados com recursos federais. O pacto federativo atual concentra a maior parte dos recursos na União, mas as soluções não chegam a quem mais precisa”, critica Reinaldo.

O Ilumina Pantanal não é apenas um programa de energia elétrica — é a prova de que tecnologia, vontade política e parcerias podem transformar vidas. Os microssistemas solares fotovoltaicos com baterias provaram ser a solução ideal para regiões de difícil acesso, onde a rede convencional nunca chegaria. O programa foi reconhecido internacionalmente, eleito “Projeto do Ano” no Solar & Storage Live Awards 2021 e premiado como boa prática nacional em 2025.

Os resultados na vida das pessoas são concretos e emocionantes: Aparecido Lima, morador de Corumbá, conta que a energia elétrica em sua casa espantou as onças que rondavam sua família todas as noites. “Antes, sem iluminação, as onças vinham. Agora temos mais segurança”, relata.

Dona Enaurina da Silva celebra como uma conquista transformadora, o simples fato de ter água gelada em casa todos os dias. “Pela primeira vez na vida tenho uma geladeira. Ver gelo sendo produzido aqui, em pleno Pantanal, principalmente na seca intensa, é algo muito especial”, emociona-se.

“Essas histórias mostram que energia elétrica não é privilégio, é dignidade. E o saneamento, a água tratada — tudo isso deveria ser realidade para cada brasileiro. Não é aceitável que em pleno século XXI quase 100 milhões de brasileiros ainda não tenham acesso a um banheiro digno ou que milhares vivam sem uma lâmpada em casa. O Ilumina Pantanal é a prova de que, quando o poder público age com inovação e determinação, o básico chega. Que sirva de lição para o Brasil”, conclui Reinaldo.

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