MS registra a maior queda do país no setor de serviços em março

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No cenário nacional, o setor de serviços teve queda de 1,2% em março (Foto: Leo de França/Jornal Midiamax)

O volume de serviços em Mato Grosso do Sul caiu 6% em março de 2026 na comparação com fevereiro, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE. O resultado colocou o Estado com o pior desempenho do país no período.

No cenário nacional, o setor de serviços teve queda de 1,2% em março, interrompendo a estabilidade registrada em fevereiro. Apesar do recuo mensal, o setor ainda está 18,2% acima do nível pré-pandemia, mas segue 1,7% abaixo do pico histórico alcançado em outubro de 2025.

Entre os estados com retração no mês, os principais impactos negativos vieram de São Paulo (-2,1%), Mato Grosso (-5,2%), Pernambuco (-3,9%) e Mato Grosso do Sul (-6,0%). Em contrapartida, Distrito Federal (10,3%) e Rio de Janeiro (1,8%) tiveram os melhores resultados.

No Brasil, a queda de março atingiu todas as cinco atividades pesquisadas pelo IBGE. O principal impacto veio dos transportes, que recuaram 1,7%, seguidos pelos serviços profissionais e administrativos (-1,1%), informação e comunicação (-0,9%), outros serviços (-2%) e serviços prestados às famílias (-1,5%).

Mesmo com a retração mensal, o setor nacional acumulou crescimento de 3% em relação a março de 2025, completando 24 meses seguidos de alta na comparação anual. O avanço foi puxado principalmente pela área de informação e comunicação, com destaque para telecomunicações, tecnologia da informação e serviços ligados à internet.

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o volume de serviços no Brasil avançou 2,3% frente ao mesmo período do ano passado. Todas as cinco grandes atividades tiveram resultado positivo, especialmente informação e comunicação, que cresceu 6,3%.

O levantamento também mostrou piora no turismo nacional. As atividades turísticas caíram 4% em março, acumulando perda de 5,4% nos dois últimos meses. Hotéis, transporte aéreo e locação de veículos puxaram a queda no país.

Outro destaque negativo nacional veio dos transportes. O transporte de passageiros caiu 3,4% em março, enquanto o transporte de cargas recuou 1%. Ainda assim, ambos seguem acima do nível registrado antes da pandemia.

Segundo o IBGE, o setor de serviços continua sustentado principalmente pelas áreas de tecnologia, telecomunicações, plataformas digitais, transporte rodoviário de cargas e serviços empresariais.

A Pesquisa Mensal de Serviços acompanha o desempenho de empresas formais do setor em todo o país e serve como um dos principais termômetros da atividade econômica brasileira.

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