
Foto: Kilian Seiler/Unsplash
A busca por conserto de celulares usados disparou no Brasil, registrando crescimento de 68% nos últimos meses. O movimento reflete uma mudança no comportamento das famílias, impulsionada pelo aumento dos preços dos smartphones e pelo acesso cada vez mais cedo das crianças à tecnologia. Em vez de adquirir aparelhos novos, muitos pais estão repassando seus dispositivos antigos para os filhos, criando um ciclo que prolonga a vida útil dos eletrônicos.
O hábito de transferir celulares entre gerações dentro da mesma casa deixou de ser algo pontual e se tornou comum. Hoje, é cada vez mais frequente que o primeiro smartphone de uma criança venha de um familiar, e não diretamente das lojas.
Esse fenômeno, conhecido como “herança digital”, tem impacto direto no consumo. Além de reduzir gastos, ele contribui para a economia circular, já que os aparelhos continuam sendo utilizados por mais tempo em vez de descartados precocemente.
Com a reutilização dos dispositivos, cresce também a necessidade de manutenção. Assistências técnicas relatam aumento na procura por serviços que devolvam funcionalidade e aparência aos aparelhos.
Entre os reparos mais comuns estão:
Esse conjunto de serviços funciona como um “kit de revitalização”, preparando o celular para um novo ciclo de uso.

Além da parte física, há preocupação com a proteção de dados. Antes de repassar o aparelho, é fundamental realizar uma limpeza completa, removendo contas, senhas e acessos automáticos.
O aumento no reaproveitamento de celulares também exige atenção à manutenção e à segurança dos dados. Segundo Lucas Linhares, sócio-fundador do Grupo PLL, “o ciclo de vida de um smartphone não termina no primeiro dono, ele se transforma”, destacando que o reparo preventivo tem papel fundamental nesse processo.
Além de garantir melhor desempenho e prolongar o uso do aparelho por mais tempo, a revisão técnica ajuda a preparar o dispositivo para novas demandas, como controle parental e uso intenso por crianças. Outro ponto essencial é a limpeza completa de dados, evitando que informações pessoais, contas bancárias e redes sociais permaneçam acessíveis, o que poderia comprometer a privacidade da família.