
O Senado aprovou nesta quarta-feira (4) o acordo Mercosul-UE. O tratado com a União Europeia recebeu relatoria de Tereza Cristina (PP). Assim, a matéria segue para promulgação no Congresso Nacional.
A senadora por Mato Grosso do Sul já havia adiantado voto favorável. O parecer também seguiu os apontamentos feitos anteriormente, com alerta para os cuidados que o Brasil deve adotar.
“Se faz necessária a apresentação de impactos financeiros”, disse Tereza. No entanto, mais uma vez destacou que o acordo é positivo para o Brasil.
Assim, defendeu que “acordos perfeitos não existem”. A senadora disse que é preciso “calibrar expectativas para viabilizar potencialidades. Se perfeito fosse, não seria acordo, seria imposição unilateral”, pontuou.
Com a aprovação, Tereza ressaltou que “o Brasil reafirma a sua disposição de trabalhar em conjunto”.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), disse que o acordo tem “significado histórico para o Brasil”. Então, apontou “importância estratégica, inclusive neste momento de situação delicada no cenário internacional”.
Relatora participou do tratado
A relatoria de Tereza foi enaltecida por Alcolumbre no Senado. Vale lembrar que Tereza Cristina participou do fechamento do acordo comercial em Bruxelas, em 2019.
“Passaram-se seis anos daquele encontro e hoje a senhora tem a felicidade de relatar essa matéria”, pontuou Alcolumbre.
Por fim, disse que Tereza se desincumbiu “desta tarefa com maestria”. Diversos senadores agradeceram a relatoria da senadora por MS.
O tratado internacional
Conforme o texto, o acordo internacional determina a redução gradual das tarifas comerciais entre os cinco países do Mercosul e os 27 da União Europeia.
Portanto, a redução é prevista ao longo de 18 anos. Ademais, o acordo cria regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas e investimentos. São cerca de 718 milhões de pessoas vivendo nos países do Mercosul e da UE. O PIB chega a aproximadamente US$ 22,4 trilhões.
MMN/AB









