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Sinais na pele podem indicar doença no fígado; entenda

Por Redação

Em 11 de fevereiro de 2026

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A pele pode dar sinais importantes sobre o funcionamento do organismo, inclusive do fígado. Alterações muitas vezes vistas como simples problemas dermatológicos podem, na verdade, indicar disfunções hepáticas. Por isso, é importante observar mudanças persistentes e buscar avaliação médica quando necessário.

Em entrevista ao site Only My Health, o médico Abhinav Sharma explicou que alguns sintomas cutâneos podem estar relacionados a doenças no fígado.

“A identificação precoce desses sinais ajuda as pacientes a realizarem exames e iniciarem tratamento antes que surjam complicações mais graves”, afirma o especialista.

Sintomas na pele que podem indicar problemas no fígado

Quando o fígado não funciona adequadamente, substâncias que deveriam ser eliminadas pelo sangue podem se acumular no organismo. Isso pode afetar a cor da pele, os vasos sanguíneos, as terminações nervosas, a cicatrização e o equilíbrio de líquidos, tornando os sinais visíveis externamente.

Pele e olhos amarelados

Um dos sintomas mais conhecidos é a icterícia, caracterizada pela coloração amarelada da pele e da parte branca dos olhos.

“Ela ocorre quando o fígado não consegue metabolizar corretamente a bilirrubina”, explica Sharma.

Coceira persistente

Coceira frequente, principalmente quando piora à noite ou se concentra nas palmas das mãos, também pode estar associada a alterações hepáticas.

Segundo o médico, é importante observar se o sintoma não está relacionado ao uso de cosméticos ou produtos específicos.

Escurecimento da pele

Manchas escuras no pescoço, axilas, virilha ou rosto podem estar ligadas à resistência à insulina, condição frequentemente associada a doenças hepáticas.

“Esse escurecimento costuma se desenvolver de forma gradual”, destaca o especialista.

Sangramentos na pele

Alterações como pequenos sangramentos ou vasos visíveis podem ser sinais sutis de doença hepática crônica e alterações hormonais. Geralmente são indolores, simétricos e não desaparecem facilmente com pressão.

Quando procurar um médico

O especialista recomenda não ignorar esses sinais.

Exames de sangue e testes de função hepática podem detectar alterações antes que o quadro se agrave. Segundo ele, mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico adequado podem retardar ou até reverter a progressão de algumas doenças do fígado.

Alimentos que ajudam a proteger o fígado

Além do acompanhamento médico, a alimentação também pode contribuir para a saúde hepática.

Ao HuffPost, a nutricionista Ana Luzón destacou alguns alimentos que ajudam a reduzir inflamações e proteger o fígado.

Vegetais como brócolis, couve-flor e couve-de-bruxelas auxiliam na desintoxicação e reduzem o estresse oxidativo. Alho e cebola estimulam enzimas responsáveis pela eliminação de toxinas.

Frutas cítricas e o uso de azeite de oliva no preparo das refeições também são recomendados.

Alimentos ricos em ômega-3, como salmão, sardinha, cavala e oleaginosas, ajudam a combater o acúmulo de gordura no fígado. Aveia e grãos integrais também fazem parte da lista.

O chá verde pode contribuir para reduzir a gordura hepática. Frutas vermelhas, como mirtilo e amora, têm ação antioxidante.

Por fim, leguminosas, cúrcuma e gengibre completam o grupo de alimentos que podem colaborar para a manutenção da saúde do fígado.

NM/AB

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