
Para a polícia, Alípio Drum Alves, de 63 anos, nega ter cravado a faca no peito de Janete Feles Valoes, de 45 anos, na noite de domingo (8), no Assentamento São Joaquim, área rural de Selvíria, a 390 km de Campo Grande.
Durante o interrogatório na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Três Lagoas, a cerca de 75 km de Selvíria, o suspeito pelo terceiro feminicídio em Mato Grosso do Sul negou que tenha matado Janete, sua então esposa. Ele afirmou que o casal tinha um convívio harmonioso.
Na delegacia, o suspeito contou que, sem motivo aparente, a vítima, por iniciativa própria, desferiu um golpe de faca em seu peito. Segundo Alípio, no momento do ocorrido, Janete não disse nenhuma palavra, razão pela qual afirma desconhecer o motivo que a levou a tal atitude.
O suspeito afirmou que, no momento dos fatos, estavam apenas os dois na residência. Questionado sobre o motivo que o levou a deixar a chácara, Alípio disse que foi para avisar um parente que mora em uma residência nas proximidades.
Filho socorreu
O filho de Janete disse à polícia que recebeu uma ligação do próprio pai pedindo ajuda. Na ligação, ele teria dito que a mãe do jovem “havia feito uma besteira”. Ele foi até a residência dos pais e encontrou a vítima sentada em uma cadeira.
Diante do cenário brutal, o jovem colocou a mãe em seu carro e a levou até a base da concessionária Way, que administra a rodovia. Janete não resistiu e teve o óbito constatado pelos socorristas da concessionária.
O caso foi registrado e está sendo investigado como feminicídio.

Feminicídios registrados em MS em 2026
- Josefa dos Santos (Bela Vista) – 16 de janeiro;
- Rosana Candia Ohara (Corumbá) – 24 de janeiro;
- Janete Feles Valoes (Selvíria) – 9 de fevereiro.
📍 Onde buscar ajuda em MS
Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.
Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.
☎️ Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.
As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.
Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.
📍 Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aqui. Elas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.
⚠️ Quando a Polícia Civil atua com deszelo, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.
MMN/AB









