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Azia frequente pode ser sinal inicial de câncer pouco diagnosticado

Por Redação

Em 3 de fevereiro de 2026

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Sentir azia com frequência pode parecer algo banal, mas médicos alertam que o sintoma recorrente não deve ser ignorado. Em alguns casos, a queimação persistente no peito pode ser um sinal inicial de câncer de esôfago, uma doença agressiva que costuma ser diagnosticada tardiamente e, por isso, apresenta baixa taxa de sobrevivência.

De acordo com a organização britânica Action Against Heartburn, a doença é considerada um “câncer esquecido”, justamente porque seus sinais iniciais costumam ser confundidos com problemas digestivos comuns. Essa confusão faz com que muitos pacientes demorem a procurar ajuda médica, perdendo a chance de um diagnóstico precoce.

O câncer de esôfago afeta o tubo que liga a boca ao estômago e está frequentemente associado a fatores como tabagismo, consumo excessivo de álcool, má alimentação e excesso de peso. Segundo dados citados pela organização, quando a doença é identificada em estágio inicial, a taxa de sobrevivência pode chegar a 86%. Em casos avançados, no estágio 4, esse índice despenca para cerca de 24%.

Entre os sintomas mais comuns estão azia persistente, dificuldade para engolir, sensação constante de enjoo, indigestão crônica, arrotos frequentes, tosse que não melhora, rouquidão, perda de apetite, cansaço excessivo, dor na garganta ou no centro do peito e fezes escurecidas ou com sangue. Por serem sinais pouco específicos, muitos acabam sendo tratados como algo passageiro.

Ao jornal britânico Mirror, o cirurgião esofagogástrico Sheraz Markar explicou que os sintomas podem ser vagos, mas a azia persistente é um dos alertas mais comuns. Ele também destaca a dificuldade para engolir, náuseas, vômitos e perda de peso sem causa aparente como sinais que exigem avaliação médica. Segundo o especialista, qualquer pessoa que apresente esses sintomas de forma contínua deve procurar um médico.

Outro sinal que merece atenção especial é a disfagia, termo usado para descrever a dificuldade ou dor ao engolir alimentos e líquidos. O farmacêutico Hussain Abdeh, da Medicine Direct, explicou ao Daily Express que esse sintoma costuma aparecer durante as refeições e pode indicar alterações graves no esôfago.

Na prática, a disfagia faz com que o alimento demore mais para descer até o estômago, exigindo maior esforço para engolir. Em casos mais severos, pode tornar a deglutição praticamente impossível. O problema pode ser acompanhado por engasgos frequentes, tosse ao comer ou beber, excesso de saliva e a sensação de que a comida fica presa na garganta ou no peito.

Embora a disfagia possa ocorrer de forma ocasional, especialmente em idosos ou após comer rápido demais, os especialistas alertam que, quando é persistente ou progressiva, exige investigação médica urgente. Se não for tratada, pode levar à desnutrição, perda de peso e desidratação.

A recomendação dos profissionais de saúde é clara: sintomas digestivos que se repetem ou pioram com o tempo não devem ser normalizados. A avaliação precoce pode fazer a diferença entre um tratamento simples e um diagnóstico tardio com consequências graves.

NM/AB

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