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Corumbá ativa plano emergencial após pior chuva dos últimos 14 anos

Por Redação

Em 28 de janeiro de 2026

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Conforme o chefe do Executivo, Dr. Gabriel Alves de Oliveira, houve uma reunião com o secretariado na manhã de hoje (28), para definir a elaboração de um decreto de situação de emergência – Reprodução/Divulgação/PMC|LeonardoAmaral

Distante aproximadamente 427 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul, a popular Cidade Branca de Corumbá registrou ontem (27) a maior chuva observada pelo menos nos últimos 14 anos, responsável por causar alagamentos e deixar um rastro de destruição no município que ativa agora um plano de emergência para lidar com os reflexos dessa intempérie climática.

Conforme o chefe do Executivo, Dr. Gabriel Alves de Oliveira, houve uma reunião com o secretariado na manhã de hoje (28), para definir a elaboração de um decreto de situação de emergência em razão dos danos provocados pela forte chuva registrada na terça-feira (27).

“A medida tem como objetivo agilizar a aquisição de equipamentos, a contratação de serviços e a realização de compras emergenciais para atender as famílias afetadas e acelerar as ações de recuperação da cidade”, expôs o Executivo em nota.

No mesmo encontro, foi definida a criação de uma comissão especial para centralizar informações e decisões relacionadas às ações de resposta e reconstrução. O grupo será formado por secretários municipais e representantes da Defesa Civil e terá a função de organizar as prioridades e garantir maior eficiência no atendimento às ocorrências.

Nessa etapa está sendo feito o levantamento detalhado, por parte da Defesa Civil e Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, para elencar os prejuízos em um relatório técnico que servirá de base para a formalização deste decreto, definindo entre outros pontos as áreas e famílias com prioridade de atendimento.

Chuva histórica

Em balanço repassado pelo superintendente da Defesa Civil, capitão bombeiro Silvanei Coelho, em um intervalo menor que uma hora o município já havia registrado um acúmulo que passava dos 106 milímetros de chuva.

“É um volume que não era observado havia mais de 14 anos e causou enxurradas e alagamentos em diversos bairros”, evidenciou Silvanei Coelho, capitão bombeiro da Defesa Civil.

Mesmo com a tempestade em curso, é apontado que as equipes já estavam pelas ruas da Cidade Branca em busca de identificar aqueles pontos mais críticos, além de prestar atendimentos imediatos e orientações à população corumbaense.

Importante frisar que, apesar do intenso volume de chuva, não houve o registro de qualquer vítima fatal. Entretanto, os prejuízos desalojaram famílias e destruíram grande parte dos bens daqueles moradores de pontos mais críticos no município.

Nesse momento a equipe técnica do Executivo busca equilibrar o atendimento simultâneo, balanceando o atendimento das demandas individuais com a lida das necessidades coletivas.

Entre as ações, o Executivo de Corumbá prevê abertura de pontos oficiais para arrecadação de donativos, itens como alimentos, roupas, jogos de cama e produtos de higiene, estendendo o convite por apoio às igrejas e entidades sociais do município.

Dos estragos, por exemplo, está o desabamento de parte do acostamento da rodovia Ramon Gomez, que fica no trecho entre a Escola Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (CAIC) e o Parque Marina Gattass.

Com a força da enxurrada, parte do barranco foi arrastada e quase atingiu o trecho de pista da região, cenário que levou à interdição preventiva após tratativas entre o Executivo de Corumbá e a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul).

Justamente essa interdição atrapalha inclusive o acesso à Bolívia que, segundo a diretora-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetrat), Mariana Ricco Ortiza, está sendo realizado exclusivamente pela rua Gonçalves Dias, sentido AGESA/BR-262.

Correio do Estado

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