
Com saída de Assaí, no interior do Paraná, os comboios com peças da megafábrica de celulose da Arauco, estão nas estradas sul-mato-grossenses desde a última terça-feira (13). Agora, após quatro dias, devem chegar à Campo Grande.
O Correio do Estado vem acompanhando o deslocamento dos comboios, que nesse primeiro momento utilizam a rota, dentre as quatro opções, que tem passagem por Campo Grande, com entrada pelo Anel Viário e seguindo pelo trecho que liga a rodovia à BR-262.
Segundo informações cedidas à reportagem, as carretas que carregam peças de 62 toneladas estão fazendo o percurso de 30 a 60 quilômetros por hora. Devido a baixa velocidade, naturalmente, o tráfego nas rodovias tem sido mais lento.
Contudo, o comboio faz algumas paradas nos acostamentos para aliviar o trânsito para aqueles que acompanham atrás, sem a oportunidade de ultrapassagem.
A previsão é que ainda nesta tarde o transporte passe por Campo Grande, e até o fim da tarde cheguem à BR-262 no trecho próximo ao Parque Residencial Maria A. Pedrossian. Ainda segundo informações o objetivo é passar o fim de semana parado e retornar à estrada na segunda-feira (19).
Supercargas
Assim como o Correio do Estado já noticiou, ao longo de 2026 serão 200 cargas do mesmo porte, além de outros 60 mil caminhões que transitarão pelas rodovias estaduais e federais para chegar até o município de Inocência, onde está sendo construída a megafábrica.
A construção da indústria de celulose na cidade do interior marca a quinta unidade do setor em Mato Grosso do Sul e a primeira da Arauco.
Nomeado como Projeto Sucuriú, em homenagem ao rio da região, os materiais são fornecidos pela empresa Valmet, de origem finlandesa, que os envia para a JBO Indústria Mecânica, onde são fabricadas as peças que posteriormente são transportadas para o município do interior do Estado sul-mato-grossense.
O investimento está estimado em R$ 25 bilhões e antes estava previsto a entrega para 2028, porém foi adiantado já para o final do ano que vem.
O projeto é considerado como uma das maiores fábricas de celulose do mundo e promete gerar 6 mil vagas de empregos após início de operação, seja na própria fábrica, até logística e produção de eucalipto.
Rotas
Relatado à reportagem, para chegar ao destino final estão cotadas 4 rotas alternativas que podem gerar tráfego lento durante o ano enquanto as carretas estiverem em percurso, todas escoltadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) ou Estadual (PRM), a depender da rodovia.
Entre os trajetos, as rodovias estaduais que aparecem nas rotas são: MS-134; MS-377; MS-240 e MS-112; Além das rodovias federais: BR-267; BR-163; BR- 262 e BR-158.
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