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Relatório do Gaeco aponta 11 operações e 107 presos envolvidos em redes criminosas

Por Redação

Em 10 de janeiro de 2026

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Ações do Gaeco em 2025 tem mais de 100 presos em 11 operações – Divulgação

Em 2025, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (Gaeco/MPMS) realizou 19 operações com foco no combate à especialidade do órgão. Com isso, ao todo foram mais de 100 presos envolvidos em redes criminosas.

De acordo com o relatório do MPMS, do número total de operações, 11 tiveram início a partir da própria investigação da equipe, e as demais foram em conjunto com outras ações do Ministério Público (MP) de outros estados.

As ações do grupo especializado também contaram ao longo do ano com o processo de ordens judiciais para que a investigação pudesse ter continuidade. Entre alguns crimes combatidos no ano passado estão:

tráfico de drogas;
corrupção de agentes de segurança pública;
lavagem de dinheiro com origem do tráfico;
No total, o grupo cumpriu 370 mandados de busca e apreensão com objetivo de coletar provas que responsabilizasse os investigados por essas, e outras infrações penais.

Ao longo do ano, foram 107 prisões para combater a criminalidade, que está “altamente estruturada” e reforça a finalidade do Gaeco, que é o papel estratégico na segurança pública.

Segundo o relatório, além das operações e presença física nas ruas, o Gaeco avançou significativamente no campo tecnológico e de inteligência. Em 2025, informações e dados obtidos também vieram a partir de apreensões, o que determinou o fluxo das investigações e a concretização de provas para o Poder Judiciário.

Dos resultados, foram 185 dispositivos de informação apreendidos, dos quais 108 eram aparelhos celulares. Com autorização judicial, 362 contas em plataformas digitais que faziam parte da investigação – incluindo redes sociais e outros serviços onlines –, tiveram o afastamento de sigilo, além de 294 linhas telefônicas interceptadas.

Não só em auxílio de outros MPs, o Gaeco e outras forças públicas fortaleceram o apoio entre si, e participou como apoio direto em 52 solicitações de combate a alguma infração.

Asfixia financeira
Uma das estratégias que o grupo buscou consolidar no ano passado foi a asfixia financeira. O plano é um pilar que vai além do encarceramento de infratores como forma de interferir no financiamento do crime.

Com isso, mais de R$ 10 milhões em recursos foram privados de retornar aos envolvidos. Entre veículos de luxo, imóveis e dinheiro em espécie, a estratégia buscou enfraquecer o poder bélico, logístico e de compra das facções.

Ainda entre as estratégias utilizadas durante o ano de 2025, o desmantelo da logística do tráfico de drogas visou neutralizar a lavagem de dinheiro feita por empresas de fachada e esquemas cibernéticos, que envolviam golpes.

Investigações e operações
Com as 11 operações, algumas divididas em primeira, segunda ou até quarta fase, e originadas a partir de investigações próprias, as ações se destacam por terem diversas estruturas com focos diferentes.

Entre as 11, algumas operações foram nomeadas de Snow, Ad Blocker, Malebolge, Blindspot, Spotless, Copertura, Blindagem, Successione, Fachada, confira o âmbito de cada uma:

Narcotráfico
A Operação Snow (2ª fase), Blindspot (1ª e 2ª fase) e Blindagem concentraram esforços em Campo Grande e cidades da fronteira. A primeira aconteceu em janeiro, a segunda foi dividida em julho e agosto, e a terceira no mês de novembro.

Todas consistiram em esquemas que, com a participação de policiais e ordens vindas de dentro do presídio, utilizavam empresas de transporte para camuflar drogas em transporte de cargas de mercadorias lícitas.

Corrupção
Para combater a corrupção na administração pública, a Operação Malebolge (1ª e 2ª fase), Spotless miraram em prefeituras e órgãos públicos do interior do Estado.

Voltada à investigação de fraudes em licitações e pagamento de propinas a agentes públicos para favorecer empresas específicas em contratos de serviços essenciais, a primeira fase aconteceu em fevereiro e deu continuidade em julho.

Dinheiro Ilícito
Em outubro e dezembro, as operações Copertura e Fachada, respectivamente, revelaram o uso de comércios varejistas e empresas de serviços como locais que garantissem a aparência legal ao lucro do crime. O que transformava dinheiro ilícito em patrimônio aparentemente obtido de forma correta.

Milícias e Jogo do Bicho
Em novembro, a atuação do Gaeco deu seguimento à Operação Successione (4ª fase), com mapeamento da tentativa de novos grupos assumirem o vácuo de liderança deixado por prisões anteriores. Além de envolver extorsões e controle territorial violento.

Fraudes virtuais
No começo do ano de 2025, a Operação Ad Blocker destacou-se pela atuação em derrubar redes que utilizavam fraudes eletrônicas e criptomoedas para financiar atividades criminosas no estado.

As equipes cruzaram dados obtidos no ambiente virtual e em dispositivos eletrônicos apreendidos, e com o afastamento de sigilo, então conseguiram rastrear o fluxo de financiamento que alimenta o poder bélico das facções e transformou em provas judiciais.

*Confira a lista das operações do Gaeco em 2025 por ordem cronológica:

Operação Snow (2ª fase) – 15 de janeiro: Desdobramento de investigação focada na repressão ao tráfico de drogas e logística criminal;

Operação Ad Blocker – 28 de janeiro: Combate de esquemas de lavagem de dinheiro e crimes cibernéticos;

Operação Malebolge – 18 de fevereiro: Ação de repressão a crimes de corrupção e desvios de recursos públicos;

Operação Blindspot – 9 de julho: Investigação focada na identificação de pontos cegos em sistemas de segurança e monitoramento utilizados pelo crime;

Operação Malebolge (2ª fase) – 24 de julho: Continuidade das investigações sobre irregularidades na administração pública;

Operação Blindspot (2ª fase) – 6 de agosto: Nova etapa da ofensiva contra a rede de apoio logístico de facções criminosas;

Operação Spotless – 9 de setembro: Investigação realizada por delegação do Procurador-Geral de Justiça para apuração de ilícitos específicos;

Operação Copertura – 1º de outubro: Focada na desarticulação de empresas de fachada e esquemas de cobertura para atividades ilícitas;

Operação Blindagem – 7 de novembro: Fortalecimento da fiscalização e repressão ao crime organizado em regiões estratégicas;

Operação Successione (4ª fase) – 25 de novembro: Fase avançada da investigação sobre a sucessão e o comando de atividades ilícitas;

Operação Fachada – 3 de dezembro: Ação concentrada na repressão a negócios utilizados para ocultação de bens e lavagem de capitais.

Correio do Estado

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