
Mulher morre em desabamento de restaurante Jamile, do chef Fogaça, no Centro de SP — Foto: MARCELO ESTEVãO/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO
O mezanino de madeira do restaurante Jamile, na Bela Vista, região central de São Paulo, desabou no início da tarde de quarta-feira (8). Uma funcionária morreu após ficar presa sob os escombros e sofrer uma parada cardiorrespiratória. O cardápio do local é assinado pelo chef Henrique Fogaça.
Outras cinco pessoas ficaram feridas, todas funcionárias, e foram socorridas para hospitais da cidade com escoriações e dores nas costas.
Inicialmente, os bombeiros suspeitaram de uma explosão de gás, mas a hipótese foi descartada após as primeiras verificações no local. A estrutura que dividia o térreo e o primeiro andar do restaurante cedeu por volta do meio-dia, antes da abertura ao público.
O imóvel, que fica na Rua 13 de Maio, 647, foi interditado pela Defesa Civil por risco de colapso, embora o restaurante tivesse licenças de funcionamento e sanitária válidas.
O cardápio do Jamile é assinado pelo chef Henrique Fogaça, mas ele não é dono do estabelecimento. Fogaça está fora do país e afirmou que acompanha o caso e manifesta solidariedade às vítimas e seus familiares.
O restaurante afirmou que está prestando solidariedade às famílias das vítimas e que colabora com as autoridades para esclarecer o que causou o acidente.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/D/z/OuTBQWRGO5VZAqV3Ce7A/tn220251008015.jpg)
Mulher morre em desabamento de restaurante Jamile, do chef Fogaça, no Centro de SP — Foto: MARCELO ESTEVãO/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO
O desabamento ocorreu no início da tarde de quarta-feira (8) no restaurante Jamile, localizado na Rua 13 de Maio, na Bela Vista, região central de São Paulo.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a estrutura de madeira que formava o mezanino interno do restaurante cedeu por volta das 12h.
O local não estava aberto ao público no momento do acidente. As equipes de resgate atenderam oito vítimas, das quais cinco ficaram feridas, duas tiveram abalo psicológico e uma morreu soterrada.
A ocorrência mobilizou dez viaturas dos Bombeiros, além de equipes do Samu, Defesa Civil, PM e CET. Inicialmente, chegou-se a suspeitar de uma explosão de gás, mas essa hipótese foi descartada após as primeiras verificações.
A vítima era funcionária do restaurante e trabalhava na parte superior do imóvel quando o mezanino cedeu. Ela ficou presa sob os escombros, sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. O nome dela não foi divulgado.
Sim. Cinco pessoas ficaram feridas, todas funcionárias do restaurante. Elas foram levadas para unidades de saúde da capital, incluindo as UPAs Vila Mariana e Mooca, o Hospital Salvalus e o Pronto-Socorro Municipal Santana.
Os feridos apresentavam escoriações e dores nas costas, segundo os bombeiros.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/2/I/ubPAuqTneMAA25IHSUXQ/whatsapp-image-2025-10-08-at-13.00.06.jpeg)
Parte do restaurante Jamile desabou após explosão de gás — Foto: Reprodução/Corpo de Bombeiros
O imóvel foi totalmente interditado pela Defesa Civil após vistoria. De acordo com a Subprefeitura da Sé, o prédio apresenta risco de colapso estrutural, embora as construções vizinhas não tenham sido atingidas.
O restaurante Jamile possuía licença de funcionamento válida, emitida em 2022, e licença sanitária vigente da Secretaria Municipal da Saúde.
Não. A hipótese de vazamento de gás ou explosão foi descartada pelo Corpo de Bombeiros após as primeiras verificações no local.
Equipes de resgate chegaram a informar que o desabamento poderia ter sido provocado por uma explosão, mas a investigação confirmou que a causa foi o colapso do mezanino de madeira que dividia o térreo e o primeiro andar do restaurante.
Um funcionário do restaurante que pediu para não ser identificado contou ao g1 que o desabamento ocorreu em uma área exclusiva para funcionários antes do horário do almoço.
Ele permaneceu no local até que todos os colegas fossem socorridos. Muito abalado com a situação, o homem afirmou que conseguiu fechar o gás e sair antes que a estrutura desabasse.
“Deu tempo de a gente sair, fechar gás, tudo, e não deu mais para entrar”, disse o funcionário.
O dono de um estacionamento vizinho, José Antônio de Lima, relatou que ouviu um estrondo e viu pessoas correndo para fora do Jamile logo após o acidente.
O Jamile é um dos restaurantes mais conhecidos da região do Bixiga, reduto de cantinas e casas tradicionais.
Imagens mostram que o desabamento atingiu a parte interna do salão, onde ficava o mezanino de madeira com cadeiras e mesas.
O restaurante, batizado em homenagem à mãe de um dos sócios, Alberto Hiar (fundador da grife Cavalera), sempre teve o foco em gastronomia contemporânea.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/4/z/WqMMSySDeBrbq26aridQ/fotojet-14-.jpg)
O chef de cozinha Henrique Fogaça cozinha no restaurante Jamile, no Bixiga, na Bela Vista, Centro de São Paulo. — Foto: Reprodução/Instagram
Não. O chef Henrique Fogaça não é proprietário nem sócio do restaurante Jamile. Segundo nota divulgada por sua assessoria, ele apenas assina o cardápio da casa e não tem envolvimento na gestão administrativa ou operacional do negócio.
A equipe do chef informou ainda que Fogaça está fora do país, mas acompanha o caso e presta solidariedade às vítimas. Em nota, o chef lamentou profundamente o acidente e manifestou solidariedade às vítimas e familiares.
“Embora esteja fora do país, o chef mantém contato constante com os responsáveis pelo restaurante e acompanha de perto o desenrolar da situação, apoiando a apuração rigorosa das causas do ocorrido”, disse o comunicado.
Fogaça reforçou que não tem participação societária no restaurante e que sua atuação se restringe à criação e assinatura do cardápio.
g1/ML