Motiva obtém aval para dívidas e assina novo contrato da BR-163 em MS

Trabalhos iniciais para duplicação de parte da rodovia começaram em meados de jullho, antes mesmo da assinatura do contrato de concessão – Foto: Gerson Oliveira

Depois de conseguir avalistas para suas dívidas, a Motiva assinou nesta sexta-feira (1º) o contrato de repactuação da concessão da BR-163 por mais 29 anos. O aval foi apresentado à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) por meio cartas-fiança do Banco do Brasil e do Votorantim, no valor de R$ 700,7 milhões.

Mas, antes mesmo da assinatura do novo contrato a empresa já havia dado início aos investimentos para implantação de 203 quilômetros de duplicação, instalação de cerca de 150 quilômetros de terceira faixa e recuperação do pavimento.

No extremo sul do Estado, no início de julho começou  implantação de terceira faixa em quatro pontos de aclive, sendo três nas imediações de a Mundo Novo  e um perto de Itaquiraí.

Próximo a Campo Grande, na altura do quilômetro 454 (nas imediações do posto da PRF), estão em andamento os primeiros trabalhos para duplicação da redovia. A parte inicial autorizada pela ANTT é referente a cerca de sete quilômetros, mas a previsão é de que depois disso a duplicação continue no anel viário da Capital.

Estes documentos de aval estavam sendo exigidos para assegurar o pagamento de empréstimos já feitos para executar obras na BR-163 pela CCR MSVia com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e com a Caixa Econômica Federal, caso a empresa deixe de quitá-los no futuro.

Este aval e outros desembolsos, que totalizam R$ 325,7 milhões, eram exigências previstas  no edital do certame para efetivar o novo contrato.

No processo que tramitava na ANTT foram incluídas cópias de cartas-fiança totalizando  R$ 552.025.339,57, que cobrem dívidas da CCR MSVia com o BNDES.

A Caixa Econômica Federal também deu anuência à repactuação ao tomar ciência de quatro cartas fiança, sendo duas  do Banco do Brasil, no valor total de R$ 74.352.413,32, e outras duas emitidas pelo Banco Votorantim, no mesmo valor, chegando a R$ 148.704.826,64.

Sem estas cartas, a Motiva MSVia não poderia assinar o contrato, já que as garantias são obrigatórias para assumir a concessão por garantir o pagamento destes débitos bancários  caso a concessionária não cumpra suas obrigações durante a nova gestão da rodovia, que vai durar 29 anos.

Além da anuência dos bancos, a Motiva MSVia, que venceu o leilão realizado no dia 22 de maio por WO, apresentou este mês à ANTT  comprovantes do pagamento de R$ 22,5 milhões à Infra S.A, empresa federal, pelos estudos de viabilidade; documentos do aporte de R$ 306,8 milhões no capital da nova concessionária; apólice de seguro que cobre descumprimento do contrato até o valor de R$ 578,9 milhões; e comprovantes do pagamento de R$ 1,025 milhão à B3 (Bolsa de Valores) por intermediar o leilão.  Todos exigidos no edital do certame.

As garantias, que eram obrigatórias para assumir a concessão, vão assegurar o pagamento destes débitos bancários  caso a concessionária não cumpra suas obrigações durante a nova gestão da rodovia.

CE/ML

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