Mato Grosso do Sul, ao lado de Santa Catarina e do Pará, apresenta apenas 11% de sua população imunizada contra a Covid-19 com a vacina bivalente, o nono pior desempenho entre as unidades da Federação. Entretanto, nacionalmente a cobertura vacinal está longe do ideal, com apenas 17% dos brasileiros protegidos.
Com apenas três índices acima de 20% da população imunizada, os melhores resultados ficaram com São Paulo e Distrito Federal, ambos com 23,34%, seguidos pelo Piauí (20,77%). Acima da média nacional aparecem:
Já abaixo da média, Mato Grosso do Sul ainda fica atrás de outros oito Estados, como Amazonas (15,36); Bahia (14,30%) e Santa Catarina (11,80%). Os nove piores índices de cobertura vacinal ficam com:
Das quase 257,5 mil doses de bivalente aplicadas em Mato Grosso do Sul, a maior concentração fica para a faixa etária entre 60 e 64 anos, sendo 29.106 doses. Nesse grupo, as mulheres representaram o maior percentual, respondendo por quase 16 mil dessas aplicações.
Abaixo, é possível conferir a tabela dos municípios, ordenada alfabeticamente, com a relação do total de doses da bivalente aplicadas em todo o território sul-mato-grossense.
Até junho deste ano, Campo Grande apresentava 13% da população imunizada, sendo pouco mais de 76 mil pessoas vacinadas, número que gira atualmente 94,016 mil campo-grandenses protegidos, conforme dados compilados até esta quinta-feira (14) pelo Ministério da Saúde.
Ainda em abril a população acima de 18 anos, que reside na Capital sul-mato-grossense, estava liberada para buscar o reforço através da bivalente.
Justamente essa faixa etária, de 18 e 19 anos, apresentam alguns dos mais baixos níveis de adesão (2,89% do total da cobertura) em Mato Grosso do Sul, melhor apenas que a classe adolescente.
Para essa faixa etária foram aplicadas 4.897 doses em Mato Grosso do Sul, com as mulheres (2.824) aderindo à vacinação em maior quantidade que os homens (2.080).
Também, nessa época do ano as aglomerações voltam e se tornar comuns, facilitando a transmissão da Covid-19, inclusive pelas de novas cepas que não param de surgir, como a JN.1 que já causa surtos da doença pelo Ceará, como aponta a agência de Notícias Folhapress.
Em todo o País, a bivalente está disponível para adolescentes a partir de 12 anos imunocomprometidos, por serem considerados grupo de risco, além de qualquer adulto acima de 18 anos.
Ainda em outubro deste ano, o Ministério da Saúde informou que a imunização contra Covid-19 passará a integrar o Calendário Nacional de Vacinação a partir de 2024, priorizando crianças entre 6 meses até cinco anos, além dos grupos de maior risco, entre ele:
Já em 2024, as crianças recebem vacinação contra Covid-19 dividida em três doses, com intervalos de quatro semanas (entre a 1ª e 2ª dose) e de oito semanas da segunda para a 3ª aplicação.
Importante frisar também que, crianças que já tomaram as três doses neste ano, não precisam repetir a vacinação em 2024.
Fonte: Correio do Estado