
A prática de alimentação é tradicional no país asiático, mas hoje em dia, a maior parte dos consumidores integra as gerações mais velhas (Crédito: Anthony Wallace/AFP)
O governo da Coreia do Sul propôs banir a carne de cachorro no país provocando a reação de cerca de 200 fazendeiros que vivem deste comércio e que decidiram se reunir na frente do gabinete presidencial em Seul, nesta quinta-feira, 30. Os produtores ameaçaram soltar dois milhões de cães em locais públicos e na casa de legisladores. As informações são da revista Time.
As autoridades sul-coreanas repreenderam as manifestações feitas pela Associação de Fazendeiros de Carne de Cachorro do país. Não é a primeira vez que tais protestos ocorrem, em anos passados, projetos de lei semelhantes foram rechaçados pelos produtores e restaurantes que vivem deste comércio.
Em 2019, um evento de degustação de carne de cachorro foi realizado em frente à Assembleia Nacional da Coreia do Sul enquanto ativistas dos direitos animais conduziam uma ação exigindo o banimento de tal comércio. A prática de alimentação é tradicional no país asiático, mas hoje em dia, a maior parte dos consumidores integra as gerações mais velhas. Cerca de 86% da população sul-coreana não possui interesse em comer cães, segundo pesquisa da HSI (Humane Society International).
Números oficiais apontam que existem mais de mil fazendas e 34 abatedouros de cachorros na Coreia do Sul, que servem cerca de 1600 estabelecimentos em todo o país. Entretanto, a indústria que vive deste comércio questiona esses dados, afirmando que 3500 propriedades e três mil restaurantes correm o risco de fecharem caso o banimento seja de fato implementado. O argumento contrário à aprovação do projeto de lei é que produtores não conseguiriam se sustentar em um mercado que não aceita a carne de cães.
Fonte: IstoÉ