
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (11) uma operação para apurar a suposta tentativa de vender ilegalmente presentes dados ao governo por delegações de outros países. O esquema teria sido capitaneado por militares e advogados ligados ao então presidente Jair Bolsonaro.
Quatro aliados do ex-presidente foram alvo da operação:
De acordo com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Bolsonaro teria usado a estrutura do governo brasileiro para se beneficiar da venda de itens recebidos como presentes para a União.
Ex-integrantes do governo Bolsonaro, além de amigos e aliados do presidente, são suspeitos de participar do esquema.
Um dos itens que foi vendido ilegalmente é um relógio Rolex em ouro branco cravejado em diamantes e com mostrador em madrepérola branca, também cravejado em diamantes.
O relógio foi vendido por cerca de R$ 300 mil para uma loja chamada o Precision Watches, na Pensilvânia, nos Estados Unidos. O item de luxo deixou o Brasil, segundo a investigação, em um avião da Força Aérea Brasileira junto com uma comitiva do ex-presidente.
Veja abaixo a cronologia do recebimento, transporte, venda e recompra do Rolex pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e por seus aliados.
Fonte: g1/ML