Despreocupados, os gerentes financeiros de organizações criminosas especializadas em contrabando e lavagem de capitais, por meio de empresas de transporte, postos e conveniências – na mira da Polícia Federal desde antes de 2018 -, voltam às atividades ilícitas como alvos da Operação Amerímnia, na manhã desta terça-feira (11).
Em Mato Grosso do Sul, as movimentações policiais envolveram, hoje (11), oito mandados de busca e apreensão, além de:
Ainda, segundo a PF, foi ainda realizado uma prisão em flagrante durante as buscas, por posse irregular de arma de fogo.
Todo o esquema montado usava postos de gasolina, conveniências e empresas de transporte, mediante o emprego de familiares e terceiros como “laranjas”, para que fosse realizada a lavagem de capitais.
Conforme a polícia federal, a Organização Criminosa tinha seus líderes – chamados “patrões” -, com o poder de decisão divido entre quatro integrantes.
Logo abaixo vinham os “gerentes”, que faziam a coordenação logística da rota para o contrabando, e ficava encarregado de pagar os “funcionários”.
Nesse meio haviam os “garantidores”, que se tratavam de agentes públicos cooptados para informar os contrabandistas da existência ou não de fiscalização nas rotas utilizadas por contrabandistas e traficantes.
Vale pontuar que, além desse sistema logístico de características empresariais, havia, ainda, a corrupção de policiais cooptados para participar do estratagema criminoso.
Amerímnia é a Operação da PF que foca justamente nos gerentes financeiros, que já foram condenados por lavagem de capitais; contrabando, corrupção (ativa e passiva), tráfico de influência e formação de organização criminosa.
Derivada de tranquilidade, não-preocupação, despreocupação (em grego), o termo é usado justamente em referência à reincidência na atividade ilícita apesar das condenações.
Importante frisar que, essa mais recente operação da PF trata-se de derivação da Nepsis, deflagrada ainda em setembro de 2018, para desarticular esquema de contrabando de cigarros do Paraguai para o Brasil.
Na época, além de cidades do interior de Mato Grosso do Sul, a quadrilha deixou rastros pelo Paraná, Alagoas, São Paulo e Rio de Janeiro.
Segundo estimado pela PF, só em 2017 o grupo teria sido responsável por trazer para o Brasil mais de 1200 carretas de cigarros contrabandeados do Paraguai, carga essa precificada em R$ 1,5 bilhões.
Com os 35 mandados de prisão preventiva, oito mandados de e mais de 40 buscas e apreensões, há cinco anos a Nepsis entrava para história como uma das maiores operações já realizadas no estado do Mato Grosso do Sul para combater esse tipo de crime.
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