Motorista acabou preso em junho deste ano - Foto: Henrique Arakaki/Arquivo Midiamax
Adriano da Silva Vieira, ex-motorista de aplicativo, se tornou réu pelo crime de estupro que teria cometido em maio deste ano. Ele está preso desde o dia 9 de junho, após uma série de ataques a passageiras em Campo Grande.
A denúncia feita em setembro deste ano foi recebida pela juíza Eucélia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande. Assim, o ex-motorista de aplicativo se torna réu pelo crime de estupro e será julgado pelo crime.
As denúncias foram feitas sobre dois casos, ocorridos na madrugada de 29 de maio e entre a noite do dia 31 e a madrugada de 1º de junho. As duas vítimas são mulheres, que solicitaram corridas por aplicativos e acabaram sendo abusadas pelo acusado.
Na madrugada do dia 29 de maio, a primeira vítima identificada solicitou a corrida por um aplicativo ao sair do trabalho. Ela chegou a acionar o áudio, para que a viagem fosse gravada. Assim como nos outros casos, houve confusão no início da corrida, já que o carro que chegou não era o que aparecia no aplicativo.
O motorista disse que tinha trocado de carro, mas chamou a vítima pelo nome e falou o itinerário, quando a vítima entrou no veículo. No trajeto, ele alterou a rota. Esse era o modus operandi do suspeito, que contou à polícia que pegava direções diferentes, por locais escuros, quando atacava as mulheres.
Ele então parou o carro atrás de uma empresa, em um local escuro, e a vítima percebeu que ele fez uso do entorpecente. Logo depois, atacou a mulher que estava no banco de trás. “Não quero dinheiro, quero que você faça as coisas comigo”, disse.
Sob ameaças, ele ordenou que a mulher tocasse seu órgão genital e ainda dissesse que ele “era gostoso” e que queria ter relações sexuais com o acusado. O motorista disse inclusive que, se a vítima não o tocasse, a levaria para um matagal.
A mulher acabou entrando em pânico, quando o motorista decidiu a deixar em casa. A princípio, em todos os casos ele não cobrou as corridas. Para a Polícia Civil, o motorista chegou a dizer que não escolhia as vítimas, bastava que fossem mulheres e estivessem sozinhas.
Por este caso, o motorista foi denunciado pelo crime de estupro, previsto no artigo 213 do Código Penal, “Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”.
Já no dia 31 de maio, vítima solicitou a corrida por outro aplicativo, diferente do usado pela passageira vítima de estupro no dia 29. Ele atendeu ao pedido e conversou com a mulher pelo WhatsApp, questionando quantas pessoas fariam a corrida. A vítima disse que era apenas uma e questionou o motivo.
O suspeito então disse que só queria saber por causa do horário e pela distância. “Por segurança”, disse em mensagem. A vítima embarcou normalmente e quando o motorista chegou ao anel viário passou a reduzir a velocidade. Ele afirmou que iria “usar algo”, e tomou o celular da passageira.
Várias vezes o suspeito teria parado na frente de fazendas e a vítima também o viu usando cocaína. Em uma das paradas, o acusado tirou o órgão genital da roupa e fez com que a vítima o masturbasse. Ele ainda chegou a passar a mão pelo corpo da vítima e disse que estava “muito drogado”.
A vítima foi deixada em casa após o abuso, quando o autor devolveu o celular. Sob ameaças, ele disse para a mulher não contar sobre o ocorrido para ninguém. A passageira ainda chegou a fazer uma reclamação no aplicativo.
Familiar contou que a vítima chegou em casa apavorada com o ocorrido e muito nervosa. Neste caso, a denúncia foi oferecida pelo crime previsto no artigo 215-A, de importunação sexual, cometido ao menos quatro vezes, “Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro”.
O terceiro caso que se tem conhecimento foi uma tentativa de estupro, registrada no dia 6 de junho, quando o suspeito acabou localizado e encaminhado para a delegacia para prestar esclarecimentos. O crime foi gravado em ligação, já que a vítima falava ao telefone com o marido, após chegar de viagem.
A mulher solicitou a corrida pela Uber — que esclareceu que após o ocorrido expulsou o motorista — e estranhou o fato do motorista ter cancelado a corrida. Ele, no entanto, disse que houve um erro, mas que reportaria o fato ao aplicativo. No caminho, assim como das outras vezes, mudou a rota.
A vítima estranhou e falava com o marido a todo momento no telefone. Isso não intimidou o motorista, que em determinado momento parou o carro e tentou atacar a vítima, a puxando pelo cabelo.
A mulher abriu a janela e pulou do veículo, gritando. Ela conseguiu pedir ajuda a um frentista, que emprestou o telefone para ela acionar a polícia e avisar o marido que estava bem.
O suspeito foi encontrado, prestou esclarecimentos e os pertences da vítima foram encontrados no carro. Há suspeita de que ainda outras mulheres possam ter sido vítimas do motorista. Foi feito pedido da prisão temporária, que foi deferido e cumprido.
Pela tentativa de estupro, ele foi absolvido. O acusado chegou a confessar os crimes após a prisão e alegou para a polícia que tinha problemas sexuais. O que foi identificado é que ele tinha impotência, porque tomava medicamentos e possivelmente também pelo uso de drogas. Assim, alegou que os crimes eram a única forma de ele se satisfazer.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (2) seu aguardado pacote de…
Nos primeiros três meses de 2025, as Forças Armadas da Ucrânia sofreram baixas significativas, totalizando…
Campo Grande se prepara para sediar no final deste mês de abril e início de maio,…
Na manhã desta segunda-feira (1º), um morador de Alcinópolis foi vítima de um golpe aplicado…
O vereador Marcinho Souza apresentou uma moção de congratulação ao médico Fernando Antonio Caballero Bismarck…
Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (2) que a prática de…
This website uses cookies.