Foto: Redes Sociais
Ao ser ouvido na delegacia, de forma informal antes de se tornar alvo da investigação, sobre a morte da mãe, Matheus Gabriel Gonçalves dos Santos, de 18 anos, se mostrou preocupado em ser tachado como louco, “porque falava com demônios e via coisas”.
Marta Gouvêa Gonçalves dos Santos, de 37 anos, foi assassinada com 30 perfurações de chave philips na região da cabeça e do pescoço. O corpo dela foi encontrado no dia 23 de janeiro, em área de mata de Nova Andradina, distante 298 quilômetros de Campo Grande.
Conforme inquérito policial relatado à Justiça, na primeira vez que foi ouvido na Delegacia de Atendimento à Mulher, Matheus afirmou conversar com o demônio desde muito criança e já havia avisado a sua mãe que a hora dela estava chegando.
Segundo o rapaz, Marta era uma pecadora, explicando que, o fruto desse pecado era ele mesmo, porque sua mãe havia mantido relação sexual com o seu pai antes do casamento. Fato que não tinha perdão da parte de Deus. De repente, narra a delegada responsável pelo caso, Daniella de Oliveira Nunes Leite, Matheus ficou quieto alegando que “não sabia explicar essas provações de Deus, nem como ele se relacionava com o demônio afirmando mais uma vez que não queria ser tachado de louco”.
Ainda conforme o relatório do inquérito policial, Matheus passou a se tornar alvo da investigação, quando os policiais começaram a receber informações de pessoas próximas à família relatando sobre o comportamento estranho do rapaz em relação à mãe. “Era um comportamento de guarda e posse, que fugia a da normalidade”, segundo investigação policial.
De acordo com testemunhas, o jovem se comportava como se fosse marido de Marta, inclusive marido possessivo com relação conturbada. Sempre era ele quem cuidava de tudo na moradia e mantinha controle sobre todos os passos da vítima, inclusive tinha acesso às redes sociais da mãe e a monitorava pelo notebook. Ele sempre queria saber onde ela estava, com quem saía, quem eram seus amigos.
Outro ponto informado por testemunhas à polícia é de que Matheus era muito ligado à religião, mas fora da normalidade. Ele afirmava ver demônios, receber falas de Deus e saber o que ia acontecer com as pessoas. Muito reservado, o rapaz não se dava bem com os familiares, vivia trancado no quarto, no celular ou no computador.
Conforme quebra de sigilo telefônico, Marta demonstrava preocupação com o comportamento do filho e chegou a desabafar com uma amiga: “Bem isso, bem isso, eu é que sei, tem uma pessoa bem próxima a mim, e às vezes eu falo meu Deus que que fiz, e eu sei que essa pessoa quer meu mal até a morte, e eu preciso dá um fim nessa situação, mas eu vou passar por cima, se deus quiser, você vai ver se vou (sic)”. A mensagem foi enviada por Marta após a amiga ler o seu status e questionar sobre uma frase que a vítima havia postado.
Prisão – Doze dias após a morte da mãe, Matheus foi preso na tarde do dia 4 de fevereiro, no quartel de Aquidauana, onde fazia teste para uma vaga. O aparelho celular dele foi um dos pontos chaves para a descoberta de conversas e localizações durante o crime e depois.
Ainda segundo o relatório de investigação, em uma das conversas de Matheus pela rede social com uma amiga, o rapaz afirma que sua mãe havia sido morta com 30 golpes de chave philips. Situação que chamou atenção da polícia, porque até então nem a perícia sabia qual instrumento havia sido utilizado para perfurar a vítima.
Assassinato – Marta foi encontrada morta no fim da tarde de domingo, no dia 23 de janeiro, no anel viário de Nova Andradina, à margem do anel viário, que liga a rodovia MS-276 com a MS-134.
A vítima estava desaparecida desde às 06h30 daquele dia, quando saiu de casa para pedalar. Matheus, que nunca confessou o crime, foi indiciado por feminicídio e teve a prisão provisória convertida em preventiva pela Justiça na última quarta-feira (3). O rapaz era o filho do primeiro casamento de Marta. Com o atual marido, ela tinha outras duas crianças de 11 e 2 anos.
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