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8 de outubro de 2020
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Consumo de energia em Mato Grosso do Sul é o maior dos últimos 6 anos

Ar-condicionado e ventiladores ficam ligados na casa de Amanda para amenizar o calorão – Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado

A Energisa Mato Grosso do Sul informou que a empresa bateu recorde de consumo de energia elétrica na última sexta-feira (2). O valor de demanda é o maior já registrado no Estado desde o início da concessão da empresa, em 2014.

A carga atingiu 1.170 megawatts (MW). De acordo com a Energisa, em fevereiro deste ano, a empresa também registrou carga máxima no Estado, quando atingiu 1.142 MW, aumento aproximado de 2,5%.

O Operador Nacional do Sistema (ONS) atribui a retomada do consumo de energia às altas temperaturas e ao gradual processo de retorno das atividades econômicas no País, após a pandemia da Covid-19.

O gerente de operação da concessionária de abastecimento de energia do Estado, Fernando Corradi, explica que o consumo de energia varia de acordo com as temperaturas ao longo do ano.

O registro de maiores cargas foram durante os períodos mais quentes, em janeiro e fevereiro, quando a temperatura chegou a atingir 37ºC e em outubro que está com variação de 39ºC e 44ºC.

Os especialistas da empresa alertam que uso contínuo de equipamentos eletrônicos para amenizar o forte calor que atinge o Estado pode, também, causar problemas nos transformadores, com a possibilidade de queima, atingindo assim os eletrônicos das residências.

Segundo alertou o gerente de operação da concessionária de abastecimento de energia do Estado, a compra dessas máquinas e a não informação a empresa pode causar os problemas na rede de abastecimento.

Corradi explica que a declaração de carga de consumo não tem vinculação com a conta de energia. A fatura da conta calcula a quantidade de horas de utilização dos equipamentos por mês.

“A informação só corrobora para um melhor funcionamento do sistema”.

Ainda conforme o gerente, nesses períodos de calor há sobrecarga no sistema, o que pode causar a queima do transformador ou oscilação de energia nas residências.

“Quando não temos o sistema declarado adequadamente, pode acabar causando uma falta de energia para o consumidor”.

A declaração da carga permite que a concessionária de energia dimensione o ponto de entrega do cliente de acordo com a tensão de fornecimento dos equipamentos e melhorar a qualidade do fornecimento de energia.

Com isso, é possível evitar as interrupções causadas por queima de transformadores da rede de distribuição.

A empresa garante que, apesar desses problemas que podem ocorrer, eles são pontuais.

“Não há risco de ficar sem energia, estamos preparados para isso. Hoje temos um sistema robusto com um nível de geração muito grande. O problema causa problemas pontuais em transformadores que afetam a energia dos consumidores”, garante Corradi.

CONTA DE ENERGIA

O coordenador comercial da Energisa, Jonas Ortiz, relata que além do aumento do consumo de energia nos períodos mais quentes, as tarifas de impostos da Prefeitura variam em cada mês.

De acordo com Ortiz, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS) é escalonado de acordo com a quantidade de energia consumida, assim como a taxa de iluminação pública.

“Nesse calor, o ar-condicionado se esforça mais para chegar a temperatura desejada. Somado isso os impostos e a iluminação pública se converte no valor da conta ainda maior. Os valores ficam mais altos à medida que o consumo do cliente aumenta”, explica o coordenador.

A jornalista Amanda Franco explica que possui quatro equipamentos de ar-condicionado e três ventiladores em casa, que com o calor estão constantemente ligados.

Franco relata que os ventiladores ficam ligados durante o dia e o ar-condicionado é ligado apenas durante à noite ou na hora do almoço.

“A gente tenta ligar só à noite porque sabemos que se deixar ligado, a conta vem bem mais cara. Até porque a gente já tem quatro que só de ligar à noite já fica caro”.

Com a pandemia da Covid-19, Franco e o irmão, que também reside na casa, estão trabalhando em home office, o que resultou no uso constante dos aparelhos durante a tarde também.

“O meu irmão está ligando bastante porque ele está trabalhando em home office e fica muito quente, então ele liga o ar, às vezes fica ligado umas duas horas à tarde”.

Com o uso constante, o aumento no valor da conta de energia é inevitável. De acordo com Franco, de setembro para outubro a fatura de energia teve aumento de 19%, em números a variação foi de R$ 130.

ORIENTAÇÕES  

De acordo com Ortiz, o consumo consciente faz com que a diferença não seja tão grande na conta de energia no final do mês.

A Energisa orienta para que os equipamentos comprados tenham o selo do Programa Brasileiro de Etiquetagem (Procel), pois são mais eficientes energeticamente.

É importante dar preferência para substituição de equipamentos antigos que demandam mais energia para funcionamento adequado.

A geladeira deve ser instalada em local longe de equipamentos que emitam calor, como fornos e churrasqueiras.

A vedação dos eletrodomésticos de refrigeração deve ser constantemente verificada, para que a temperatura interna seja conservada.

O coordenador pede para que os filtros de ar condicionado sejam higienizados a cada quinze dias. A instalação elétrica da residência deve ser mantida em condições adequadas à carga instalada.

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