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Aneel atrasa anúncio do reajuste da energia em MS

Por Redação

Em 31 de março de 2025

Este deve ser o último ano em que Energisa terá direito ao reajuste com base no IGP-M, que geralmente é maior que o IPCA

Normalmente anunciado no primeiro dia de abril, o anúncio do índice do reajuste da tarifa de energia elétrica nos 74 municípios atendidos pela Energisa em Mato Grosso do Sul deve atrasar em uma semana e será anunciado somente no dia 8 de abril, data em que os novos valores já entrarão em vigor.

O atraso na divulgação, conforme Rosimeire Cecília da Costa, presidente do Conselho Estadual dos Consumidores de Energia Elétrica, ocorre porque a relatora do caso na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pediu vistas no processo e deve se manifestar somente na próxima terça-feira.

Até esta segunda-feira, conforme Rosimeire Costa, ele não havia anexado nenhuma justificativa ao processo, que é público. “Só espero que isso não seja sinônimo de notícia ruim para os cerca de 1,26 milhão de consumidores da Energisa no Estado.

O índice oficial para reajuste das tarifas é de IGP-M, que nos últimos 12 meses acumula alta de 8,58%. Porém, lembra Rosimeire da Costa, isso não significa automaticamente que a energia terá este aumento no Estado. “Existe uma série de outras variantes que a Aneel analisa antes de aprovar a correção”.

Embora não queira arriscar um provável índice, ela acredita que o reajuste será próximo daquilo que em meados de março foi concedido para a Lihgt, que atua em boa parte do Rio de Janeiro. Naquele Estado, o aumento médio foi de 7%.

Possivelmente este será o último ano em que será usado o IGP-M para conceder o aumento anual. Depois da renovação do contrato da Aneel com a Energisa por mais 30 anos de concessão, o que deve ocorrer até o final do primeiro semestre, o índice oficial será o IPCA.

Nos últimos 12 meses, o IPCA foi de 5,06%, até o fim de fevereiro. A diferença entre o indicador utilizado hoje para aquele que será usado a partir do próximo ano é da ordem de 3,5%. Ou seja, a tendência é de que a partir do próximo ano os aumentos na tarifa de energia sejam menores do que normalmente têm sido.

Fonte: Correio do Estado 

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