Imagem de cérebro humano em 11,7 teslas (T) de campo magnético — Foto: CEA
A máquina de ressonância magnética Iseult, a mais poderosa do mundo, conseguiu apresentar em detalhes a anatomia do cérebro humano, em 11,7 teslas, e a imagem foi obtida em apenas 4 minutos. A pesquisa pretende estudar cérebros saudáveis e doentes em alta resolução.
Os resultados foram divulgados em 2 de abril pelo Comissariado de Energias Alternativas e Energia Atômica (CEA), da França. A intensidade do campo magnético do Iseult permite a detecção de informações antes inatingíveis, como a codificação de representações mentais e assinaturas neuronais de pessoas em estado de consciência. Além disso, a resolução detalhada terá impacto na pesquisa médica, facilitando o diagnóstico e o tratamento de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.
O projeto Iseult faz parte de mais de 20 anos de pesquisa e desenvolvimento, envolvendo mais de 200 pesquisadores do CEA com parceiros industriais e acadêmicos. “Neurocientistas, físicos, matemáticos e médicos trabalharam juntos para desenvolver ferramentas e modelos que ajudarão a compreender melhor como funcionam os cérebros saudáveis e doentes, expandindo os horizontes das explorações do cérebro humano”, diz Anne-Isabelle Etienvre, Diretora de Pesquisa Fundamental do CEA, em comunicado.
Alguns anos antes de ser testado em humanos, os cientistas usaram o Iseult em abóboras. Os primeiros escaneamentos em pessoas ocorreram em 20 voluntários saudáveis.
A tecnologia utilizada no aparelho de ressonância magnética tem uma intensidade de campo magnético de 11,7 teslas, tornando-o o mais poderoso do mundo. As imagens obtidas em curto tempo representam um volume equivalente a alguns milhares de neurônios. Em uma máquina normal de hospital, seria difícil obter a mesma qualidade de imagem. O paciente não poderia se mover para não desfocar a fotografia e levaria horas em um aparelho com 1,5 ou 3 teslas.
Além da nova máquina ter uma construção diferente da convencional, a equipe aumentou o contorno do “buraco” em 90 cm de largura para os pacientes colocarem a cabeça, normalmente teria entre 60 e 70 cm. Apesar de pequena, essa mudança pode tornar a experiência menos claustrofóbica.
O Iseult, com 5 metros de comprimento e largura, pesando 132 toneladas e construído com 182 km de fios supercondutores, é significativamente maior e mais complexo do que outras máquinas de ressonância magnética. Para mantê-lo resfriado até os -271,35 °C necessários, são necessários cerca de 7.500 litros de hélio líquido. Essas características, juntamente com seu custo, podem limitar sua utilização, mas espera-se que em breve entre em serviço em instalações especializadas.
As informações anatômicas detalhadas do cérebro podem ajudar no diagnóstico e tratamento de doenças neurodegenerativas. Além disso, o aparelho de ressonância magnética Iseult facilitará a detecção de substâncias químicas de baixa intensidade, como o lítio usado na terapia de transtornos bipolares, e moléculas como glicose e glutamato, importantes para o metabolismo cerebral e o entendimento de diversas doenças cerebrais.
“Nosso objetivo é investigar doenças neurodegenerativas até 2026-2030, bem como outros que se enquadram mais na psiquiatria, como esquizofrenia e transtornos bipolares. As ciências cognitivas também terão uma importância fundamental em nossa pesquisa!”, diz Nicolas Boulant, Chefe do projeto Iseult e Diretor de Pesquisa do CEA, em comunicado.
Fonte: Galileu
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