Bombardeio a Kiev, onde 6 civis foram mortos. Foto: REUTERS/GLEB GARANICH
Até o momento, a invasão russa da Ucrânia deixou um saldo de 210 mortos, incluindo crianças, segundo a Embaixada da Ucrânia no Brasil. Em entrevista neste domingo (27), perto do meio-dia, o encarregado de negócios da Ucrânia no Brasil, Anatoliy Tkach, atualizou os números. Leia abaixo os principais trechos da entrevista.
Mortes
“As informações do Ministério da Saúde da Ucrânia são de 210 pessoas mortas, crianças inclusive. Mais de 1.100 pessoas ficaram feridas no país. Na capital, Kiev, foram mortos 6 civis, entre eles 1 criança, e 14 soldados militares e de defesa territorial, e há 71 pessoas feridas, incluindo 25 civis, entre eles as vítimas do ataque de ontem contra o hospital, em que 1 criança morreu e 4 pessoas ficaram feridas.”
Cerco a Kiev
“A nossa capital está sofrendo ataques aéreos, as pessoas estão passando a noite em abrigos antiaéreos. [Os russos] continuam nas proximidades da capital, na mesma posição. Eles estão sofrendo perdas pesadas, por isso estamos preocupados com a entrada de outro país, como Belarus, em apoio às tropas russas.”
Ciberataques
“Nesses últimos quatro dias, todos os sites do governo estão sofrendo ataques. Estamos sofrendo ataques cibernéticos massivos, e neste momento estamos sem funcionamento. O melhor canal de comunicação com a embaixada é a nossa página no Facebook.”
Protestos na Rússia e ajuda humanitária
“A população russa condena a decisão insana do presidente da Rússia, com protestos em várias cidades russas. No momento, estamos precisando de assistência humanitária. Pedimos que entrem em contato pelas redes sociais. Nossos canais oficiais não estão funcionando, devido aos ataques cibernéticos.”
Negociações
“A Ucrânia está disposta a negociar. Por isso, precisamos que as negocições levem em conta a posição da Ucrânia. Não aceitamos ultimatos, apenas negociações completas. Segundo a mídia, as partes estão tratando de se encontrar em um ponto da fronteira de Belarus com a Ucrânia.”
Resistência
“Vamos continuar lutando, e estamos lutando pelas valores democráticos e pelo sistema de segurança que foi criado após a Segunda Guerra Mundial. É uma ameaça à ordem mundial, e não somente à Ucrânia.”
Sobre a posição do Brasil e dos demais países
“O Brasil apoiou a resolução no Conselho de Segurança, e esperamos que continue apoiando. Esperamos que sanções continuem se levantando e que o Conselho de Segurança mande resolução para a Assembleia-Geral da ONU com apelo de cessar-fogo imediato e retirada das tropas.”
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