A conversa teve início no chat do jogo online e depois continuou por meio do aplicativo WhatsApp.
“Ele me ameaça. Se eu for embora, ele me mata. Ele me bate todo dia”, disse a adolescente em um trecho da conversa.
A outra jovem, preocupada, começou a fazer uma série de perguntas, como: “Onde você mora?”, “Ele está aí com você?”, “Você tem outro lugar para ir?”
“Você tem que gritar quando a polícia chegar”, completou a outra jogadora.
A Polícia Militar recebeu no dia 26 de abril uma notícia-crime anônima sobre violência doméstica. Conforme a queixa, a adolescente relatou por meio do jogo online que era agredida e estava sob cárcere privado pelo namorado. Ela também informou a localização da residência do suspeito.
Quando os agentes da Polícia Militar chegaram à casa, encontraram a adolescente com hematomas no rosto e pelo corpo. Ao ser questionada, ela afirmou que morava com o namorado havia cinco meses. Ressaltou que era agredida e ameaçada com frequência caso tentasse terminar o relacionamento e voltar para a residência de sua mãe.
Ela foi socorrida e levada para uma unidade de saúde, onde recebeu atendimento médico. Depois, o caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). A mãe da jovem prestou depoimento e afirmou que era aterrorizada pelo suspeito. Também ressaltou que não registrou uma notícia-crime porque o rapaz ameaçava matar a sua filha.
Um exame de corpo de delito foi solicitado. O suspeito foi ouvido e liberado. Ele pode responder por violência e o caso é investigado pela Polícia Civil.
Após a notícia-crime, a Justiça concedeu medida protetiva para mãe e filha, no dia 27 de abril.
Em entrevista ao G1, a mãe relatou que o namorado demonstrava ser um rapaz tranquilo, mas isso mudou ao longo do tempo.
“Foi ficando complicado. Ele invadiu a casa onde eu moro com uma faca, fez minhas duas filhas e uma parente de refém dentro de um quarto, isso há uns três meses.”
Ela afirmou que pensou em acionar a polícia, mas recebia ameaças constantes.
“Ele falou: ‘Você vai escolher, ou você quer a sua filha viva ou você dá queixa e eu mato ela e me mato que não dá em nada’. Foi acontecendo, e eu não sabia mais o que fazer. Ele não deixava ela sair, ele bloqueava e ela ia para a minha casa fugir. Era um tormento, era uma tortura. Ele queria manter ela por perto”, relatou.
Mesmo depois da notícia-crime e medida protetiva, a adolescente não se sente segura.
“Ela não dorme, ela não está se alimentando, ela está com medo, todo barulho ela pensa que é ele novamente batendo na porta e entrando. Eu não sei nem o que falar”, finalizou a mãe da jovem.
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