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17 de julho de 2019
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Sobrinho ‘idolatrava’ o tio e atirou porque se sentiu ameaçado, diz prima

Nas redes sociais, sobrinho e tio aparecem lado a lado em fotos postadas no perfil do suspeito (Foto: Facebook/Reprodução)

A relação do comerciante Miguel Arcanjo Camilo Junior, de 32 anos, e do tio assassinado na noite desta terça-feira (16) era de “muita proximidade”, conforme o relato de uma prima do suspeito que preferiu não ser identificada. Segundo ela, o primo falou com a família logo após fugir do local do crime e disse que atirou em Osvaldo Foglia Junior, 47, por ter se sentido ameaçado.

Junior ainda não se apresentou à polícia. Um pessoa que seria ligada à família foi até a 4ª Delegacia de Polícia Civil, nas Moreninhas, para prestar depoimento na manhã desta quarta-feira (17). No distrito policial, familiares ouvidos pela reportagem não sabem dizer o paradeiro do suspeito.

“Ele [o primo] idolatrava o tio. Eles eram muito unidos. Tinham até tatuagens iguais. Tinham negócio juntos, é coisa grande e a família não se metia. Eles não gostavam que se metiam. Ontem eles passaram o dia brigando. Eu não sei o motivo da briga, mas tinha dinheiro envolvido”, contou a jovem.

Morte – Na conversa com familiares, conforme a jovem, Junior relatou que o tio foi cobrar uma dívida e o teria ameaçado. “Quando o tio foi em direção ao carro ele disse que achou que o tio iria matá-lo porque sabe que o tio anda armado com um facão no carro e já tinha feito ameaças. Então quando o tio virou as costas ele atirou no susto”, contou ela..

Ainda segundo a prima, Junior e o tio brigavam com frequência por causa dos “negócios” apesar da proximidade entre os dois. Além disso, o suspeito só descobriu que o tio havia morrido em conversa com parentes ontem à noite.

“Ele não acreditava nisso e disse que queria ir ao velório. Só que o parte da família disse que ninguém queria ver ele. Ele está desnorteado. Sumiu e ninguém mais teve contato com ele”, afirmou ela destacando que o suspeito disse que só se entregaria se visse o corpo do tio.

A sobrinha ainda negou que a motivação do crime teria relação com agiotagem conforme chegou a ser especulado. “Meu tio era uma pessoa boa, se pedisse ajuda ele ajudava no que fosse preciso. Mas no fundo ele era muito difícil. Era uma pessoa explosiva”, contou.

A investigação – O delegado responsável pela investigação e titular da 4ª delegacia, Thiago Macedo, confirmou nesta quarta-feira que houve uma desavença entre os dois por motivos financeiros.

“Não se sabe quem devia quem. Mas tudo ainda é muito prematuro. Algumas pessoas já foram ouvidas, não posso dizer quem são. Todas essas circunstâncias serão analisadas e investigadas. Há rumores que o suspeito vai se apresentar, mas a polícia está em diligência para encontrá-lo”, afirmou.

Segundo o delegado, evidências revelam que o Camaro foi utilizado na fuga pelo suspeito. A polícia ainda não sabe se houve apoio de terceiros na fuga e, caso tenha havida, será apurado o grau de contribuição delas. O caso foi registrado como homicídio simples na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do bairro Piratinga. Porém, Macedo acredita que o crime possa se tratar de homicídio qualificado por motivo fútil com “possível impossibilidade de defesa da vítima”.

Osvaldo morto em frente a conveniência Morena Frios e Açougue, na Rua Marquês de Lavradio, no Jardim São Lourenço, em Campo Grande. O GOI (Grupo de Operações e Investigações da Polícia Civil) fez os primeiros leventamentos no local.

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