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10 de dezembro de 2018
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Caminhoneiros fazem protesto após decisão de Fux contra tabela do frete

Caminhoneiros: após decisão de ministro, caminhoneiros podem fazer nova greve (Ueslei Marcelino/Reuters)

Após a decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre fretes rodoviários, caminhoneiros organizaram diversos protestos nesta segunda-feira (10).

Bloqueios foram registrados em dois trechos da rodovia Presidente Dutra (BR-116) nos municípios de Barra Mansa e Porto Real, ambos no Rio de Janeiro, de acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal do Estado.

Em Barra Mansa, a manifestação começou por volta de 5h25 no km 274 da via, e veículos de carga eram obrigados a retornar no sentido de São Paulo, provocando aglomeração sobre a pista e com alguns veículos retidos, segundo a polícia. Em Porto Real, a interdição é no km 290, informou a PRF.

A Dutra é uma das principais e mais movimentadas estradas do país, já que liga as duas maiores cidades brasileiras, São Paulo e Rio de Janeiro, atravessando regiões com grande concentração de indústrias.

Os protestos ocorrem após Fux ter concedido liminar impedindo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) de multar transportadores que não seguirem os fretes rodoviários mínimos.

O tabelamento de fretes foi uma das medidas adotadas pelo governo na esteira da histórica greve de maio, que afetou a economia do país como um todo. O setor empresarial considera tal medida como inconstitucional.

São Paulo

Já durante a madrugada, um grupo de caminhoneiros ocupou a rotatória da Avenida Augusto Barata, que dá acesso ao Porto de Santos.

Conforme a Polícia Militar, que acompanha a mobilização, o protesto é contra a proibição de multas ao transportador que não seguir a tabela de fretes, estabelecida pelo governo federal após a greve dos caminhoneiros, em maio deste ano.

Os motoristas começaram a parar nos acessos aos terminais portuários no início da madrugada. Os caminhoneiros que chegavam com cargas eram abordados e convidados a aderir à manifestação, deixando de acessar os terminais de descarga.

Conforme a PM, a mobilização seguia pacífica no início da manhã. O número de caminhoneiros parados não foi estimado pela polícia, mas a administradora do Porto de Santos informou que o grupo tinha entre 15 e 20 pessoas.

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