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11 de Março de 2018
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Tensão na fronteira faz polícia desencadear operação na região

Policiais militares fazem barreira em região de fronteira – Foto: Divulgação/Porã News

A forças de segurança pública do Estado realizam uma operação de monitoramento da faixa de fronteira do Brasil com o Paraguai que se estende por 370 quilômetros, entre Sete Quedas e Bela Vista, passando por Ponta Porã. A ação foi desencadeada depois que o investigador da Polícia Civil, Wescley Vasconcelos, foi executado com tiros de fuzil Ak 47 e 7.62 no dia 6, em Ponta Porã. Uma oficial de justiça, cedida para a Polícia Civil, também foi atingida.

Vasconcelos era um policial que acompanhava as investigações do tráfico de drogas na região e antes de ser morto, tinha colhido depoimento de seis integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no Paraguai. O investigador fazia o elo entre as autoridades brasileiras e paraguaias e tinha constatado que os presos pela polícia do Paraguai eram procurados pela Polícia Federal.

O site Porã News divulgou neste sábado (10) à noite que durante esta operação especial já foram apreendidas drogas em Amambai, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Antonio João e Bela Vista. As quantidades encontradas não foram divulgadas.

Os policiais que fazem as barreiras também estão em busca de foragidos da Justiça que talvez tentem fugir do país. Esse trabalho está interligado à investigação para identificar os pistoleiros que executaram Wescley Vasconcelos.

Além das apreensões de drogas e busca por foragidos, um homem foi morto na tarde de sábado após troca de tiros em uma tentativa de abordagem. O site Ponta Porã Informa divulgou que o confronto aconteceu por volta das 13h de sábado na Rua Tamareira com a Xavante, no bairro Residencial Ponta Porã I.

Dois homens receberam ordem de parada dos policiais civis que faziam fiscalização, mas eles resistiram. Na troca de tiros, um deles foi atingido e morreu no local. O outro ficou ferido e foi encaminhado para o Hospital Regional de Ponta Porã. Além dos policiais civis, participaram da ação policiais militares do Bope.

Detalhes sobre essa ocorrência estão sob sigilo e os nomes dos suspeitos atingidos não foram divulgados pelas autoridades. Ainda no sábado, equipes também fizeram buscas no Residencial Ponta Porã I.

Além das polícias, que realizam operação, o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) acompanham o caso. “O assassinato de um policial civil é uma afronta ao próprio Estado. É preciso elucidar rapidamente o crime e punir os criminosos com o rigor da lei”, informou o sindicato em nota.

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