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5 de junho de 2018
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Réu por obstruir investigação de cigarreiros, PM que tinha cargo de confiança começa a ser julgado

Foto: Divulgação

Começa nesta terça-feira (5) o julgamento do 2º sargento da Polícia Militar e ex-assessor da Secretaria de Estado de Governo Ricardo Campos Figueiredo. Ele é acusado de envolvimento na ‘Máfia dos Cigarreiros’ em Mato Grosso do Sul, sendo réu por obstruir as investigações ao tentar destruir provas.

Ao ser abordado em casa durante a Operação Oiketikus, desencadeada pela Corregedoria da PMMS e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), Ricardo destruiu dois celulares que deveriam ser apreendidos como provas da investigação.

Nesta terça, serão ouvidas duas testemunhas de acusação em audiência que contará com a presença do policial militar. O interrogatório, às 14h50, será conduzido pelo juiz Alexandre Antunes da Silva, da Auditoria Militar Estadual, que aceitou a denúncia no dia 28 de maio.

O sargento chegou a ser preso no dia 16 de maio, quando a operação foi deflagrada. Ao ser abordado, destruiu dois celulares e xingou os colegas, o que o levou à prisão por descumprir decisão da Justiça Militar e obstrução da Justiça. Foi solto logo depois, mas retornou à prisão por ordem do TJ-MS(Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) que revogou o habeas corpus.

Máfia dos cigarreiros

A Operação Oiketikus contou com a participação de 125 policiais militares e nove promotores de Justiça, que atuaram na capital e em quinze outros municípios do interior, principalmente nas fronteiras.

As cidades fazem parte da chamada “rota cigarreira”, utilizada para o transporte clandestino de cigarros contrabandeados do Paraguai e vendidos por preços mais baratos, sem impostos.

Policiais integrantes da máfia, suspeitos de cobrar propina para facilitar a passagem do cigarro contrabandeado do país vizinho para cá, foram presos durante a Operação. Eles foram encaminhados ao presídio militar de Campo Grande.

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