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7 de dezembro de 2017
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Réu por esconder corpo da ex-mulher em sofá é ouvido na Santa Casa

Eduardo Dias Campos Neto, responsável pela morte da ex-mulher Aparecida Anuanny Martins de Oliveira, foi ouvido pela justiça na tarde desta quarta-feira (6) dentro da Santa Casa de Campo Grande. O réu está internado há 75 dias no hospital em virtude ao tratamento de um câncer e por isso não compareceu às duas audiências do caso.

A primeira audiência sobre o morte da Aparecida Anuanny aconteceu no dia 30 de outubro, 10 anos após o crime. Na data, a defesa de Eduardo pediu que ele fosse dispensado e oito testemunhas de acusação prestaram depoimento. Nesta quarta-feira, o juiz Aluízio Pereira dos Santos, voltou a sala da 2ª Vara do Tribunal do Júri para ouvir quatro testemunhas de defesa.

Após a audiência no fórum, o juiz, acompanhado do promotor Douglas Oldegardo e do advogado de defesa, José Roberto Rodrigues da Rosa, foram em um carro oficial até a Santa Casa de Campo Grande para ouvir Eduardo.

Uma assessora do juiz e um técnico de TI do Tribunal, também foram ao hospital e improvisaram a sala de audiência na diretoria técnica e administrativa no piso térreo do hospital.Segundo o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), a audiência inédita foi a solução encontrada pelo juiz, “que decidiu garantir a celeridade processual e evitar que o processo ficasse paralisado por conta da situação”.

Com isso, se encerra a fase de instrução do processo. Eduardo está preso desde o dia 10 de agosto deste ano e passa por tratamento quimioterápico de um câncer mieloma múltiplo. A doença acomete um subtipo de células da medula óssea, prejudicando a produção de anticorpos de defesa do organismo.

Após 10 anos foragido, o suspeito foi localizado e preso por investigadores da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios), do SIG (Setor de Investigações Gerais) de Ponta Porã, em uma cidade paraguaia que faz divisa com Porto Murtinho – 431 quilômetros da Capital.

O caso – Eduardo e Aparecida estavam separados a cerca de dois meses, quando a estudante saiu de Anhanduí e foi até a casa do ex buscar o filho de 2 anos, e nunca mais foi vista. Por três dias a família da jovem a procurou, até que a mãe do suspeito, por conta do mal cheiro dentro de casa, encontrou o corpo da ex-nora dentro do sofá-cama no quarto do filho.

O crime aconteceu na véspera do dia Internacional da Mulher, 8 de março, de 2007. No corpo da estudante a polícia encontrou sinais estrangulamento e chegou a apreender uma toalha, usada como arma do crime.

Na época, a mãe de Aparecida Anuanny relatou que Eduardo não aceitava o fim do relacionamento, ‘tinha um ciúme possessivo’ e fazia ameaças constantes a jovem.

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