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5 de Janeiro de 2018
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Resolução de Ano Novo de Mark Zuckerberg inclui combate a fake news e a discurso de ódio

Desde 2009 Mark Zuckerbeg compartilha suas resoluções de Ano Novo. Mas as metas para 2018 são bem diferentes das que ele perseguiu nos anos anteriores. Foto: Reuters

Mark Zuckerberg, co-fundador e diretor-executivo do Facebook, apresentou para 2018 resoluções de Ano Novo bem diferentes das dos anos anteriores.

Em 2009, por exemplo, ele se propôs a usar gravata todos os dias. No ano seguinte, disse que faria aulas de mandarim. Em 2015, a meta era ler um livro a cada duas semanas.

Mas a resolução para 2018 foi bem menos focada na sua vida pessoal. Zuckerberg anunciou, na sua página no Facebook, que quer corrigir erros relacionados à rede social e proteger os usuários de discursos de ódio.

“O mundo se sente ansioso e dividido, e o Facebook tem muito trabalho pela frente, seja na proteção da nossa comunidade contra abusos e ódio, na defesa contra a interferência de Estados-Nação ou asssegurando que o tempo gasto no Facebook seja um tempo bem aproveitado”, escreveu.

“Meu desafio pessoal para 2018 é focar na solução desses problemas importantes”, completou.

O Facebook tem sido alvo de críticas, principalmente por ser uma plataforma muitas vezes utilizada para a propagação de notícias falsas, as quais podem ter influenciado eleições como a dos Estados Unidos.

Outro problema da rede social é a disseminação dos chamados discursos de ódio e a existência de perfis falsos também voltados a influenciar campanhas eleitorais.

No Brasil, uma investigação de três meses da BBC Brasil, que deu origem à série de reportagens Democracia Ciborgue, identificou parte do mercado de compra e venda de contas falsas que teriam sido usadas para favorecer políticos no Twitter e no Facebook.

É impossível estimar o alcance dessse mercado, mas sua existência nas eleições brasileiras de 2014 já alerta para um potencial risco na disputa no ano que vem.

Abusos

Mark Zuckerbeg também diz que vai tentar corrigir o “uso indevido e abusivo” da rede social. A fala aparece apontar para as acusações de que a Rússia teria tentado interferir na eleição presidencial dos EUA de 2016 utilizando ferramentas como Facebook.

“Não evitaremos todos os erros e abusos, mas atualmente cometemos erros demais ao aplicar nossas políticas para evitar o uso indevido de nossas ferramentas”, afirmou Zuckerberg.

Alguns especialistas criticaram as resoluções para 2018 do co-fundador do Facebook. Para eles, Zuckerberg apresenta como propósito pessoal algo que deveria ser sua obrigação como CEO.

“A resolução pessoal de 2018 de Zuckerberg é fazer o trabalho que já deveria estar fazendo como CEO do Facebook”, escreveu a analista de tecnologia Maya Kossoff.

O Facebook é a maior rede social do mundo, com cerca de 2 milhões de usuários.

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