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17 de Maio de 2018
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Regular o turismo, uma urgência para a Antártica

Foto distribuída pela Marinha argentina em 11 de março de 2018, do quebra-gelo ARA Almirante Irizaran na Antártida – ARGENTINA NAVY/AFP/Arquivos

A regulação do turismo na Antártica se tornou um objetivo urgente, devido às ameaças de seu desenvolvimento para o meio ambiente, advertiram autoridades na reunião anual dos 53 países-membros do Tratado Antártico, celebrada esta semana em Buenos Aires.

Na ausência de regras que enquadrem a atividade, as agências de viagens oferecem estadias em embarcações, equipadas com helicópteros ou submarinos, alertou a embaixadora francesa para os polos Ártico e Antártico, Segolène Royal.

“Esta atividade gera uma perturbação considerável, pisoteio, poluição. Assistimos a uma corrida para um gigantismo do turismo, perigoso para os ecossistemas”, afirmou Royal, que assistiu nesta quarta-feira à assembleia.

Durante o verão austral 2016/2017, 44.000 turistas visitaram a Antártica, um salto representativo considerando os 9.000 que se aventuraram ali em 1995/1996, segundo as autoridades francesas.

Não se trata de proibir o turismo, afirmou a ex-ministra francesa do Meio Ambiente, mas de chegar a “dominar qualitativa e quantitativamente a população turística, a fim de que o turismo se desenvolva em respeito às disposições do Tratado e de seu protocolo sobre a proteção ao meio ambiente”.

Em Buenos Aires, o Tratado Antártico também busca estimular a cooperação científica entre os países que implantaram cerca de cem bases científicas espalhadas pelo continente gelado.

A organização analisará, também, o projeto da China de estabelecer sua quinta estação científica permanente na Antártica, que ficaria na região do Mar de Ross, ao sul da Nova Zelândia.

O Tratado da Antártica tem como missão regular a atividade humana no continente gelado, o maior espaço desabitado do planeta, a fim de preservar seus ecossistemas únicos.

A Argentina, que sedia a cúpula este ano, está presente há 114 anos na Antártida, onde dispõe de várias bases científicas.

O Brasil aderiu ao Tratado desde 1975 e está presente na Antártica desde 1984, quando inaugurou a Estação Comandante Ferraz na Ilha Rei George, na Península Keller, Baía do Almirantado. Após ser quase totalmente destruída por um incêndio em 2012, uma nova estação está em construção e sua conclusão está prevista para o verão de 2019.

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