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13 de Maio de 2018
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Pá de cal no PT

CAIXA 2 Irregularidades na campanha de Fernando Haddad deixa petistas sem alternativa (Crédito:Cica Neder)

O depoimento do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura à Polícia Federal na terça-feira 8 deixa o PT sem alternativa para a corrida presidencial. No depoimento, eles confirmam que houve pagamento de caixa 2 no valor de R$ 20 milhões na campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Santana e Mônica fecharam acordo de delação premiada. Haddad vinha sendo apontado como o plano B do PT diante da impossibilidade da candidatura de Lula, que está preso em Curitiba e, condenado em segunda instância, será barrado pela Lei da Ficha Limpa. A outra alternativa que o PT cogitava, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, já tinha caído depois da investigação da PF que aponta para o pagamento de propina na construção do Estádio da Fonte Nova, em Salvador.

Caixa dois

Na quinta-feira 10, mais uma notícia ruim para Haddad. O promotor Luiz Henrique Dal Poz denunciou-o por caixa 2 na campanha de 2012. Segundo delação de Ricardo Pessoa, da UTC, o tesoureiro do PT, João Vaccari, lhe pediu R$ 2,6 milhões para o pagamento de gráficas da campanha do petista. Se a Justiça aceitar a denúncia, o ex-prefeito vira réu por falsidade ideológica.

Com Ciro

Diante da falta de alternativas próprias, cresce no PT a possibilidade de vir a se aliar à candidatura de Ciro Gomes (PDT). Principalmente constatada que essa também pode ser a alternativa do PSB — ou pelo menos de parte do partido — depois da desistência de Joaquim Barbosa. Aliados, PDT e PSB conseguem um tempo de propaganda equivalente ao do PT.

Dois anos

No sábado 12, o governo Michel Temer completará dois anos, período contado a partir do afastamento de Dilma Rousseff, antes da confirmação do seu impeachment. Na terça-feira 15, haverá uma solenidade no Palácio do Planalto. Temer centrará muito o discurso nas realizações na área social. Um dos dados: a fila de beneficiários do Bolsa Família está zerada; em maio de 2015, a fila de pessoas que tinham direito e não recebiam chegou a 2 milhões.

Rápidas

* Não havia no PT muita esperança de que tivesse sucesso o último recurso de Lula, negado esta semana no STF. Mas vai caindo no partido a ficha de que ele não sairá rapidamente da cadeia. O partido também não consegue manter alta a mobilização em torno dele, como imaginava.

* Vai ficando difícil, assim, prosseguir na ideia da sua candidatura. À coluna, um senador aliado de Lula comentou os riscos da estratégia. Em agosto, Lula fará o registro da sua candidatura. E tentará mantê-la até o limite máximo, em setembro. “Se conseguir isso, quando a candidatura for trocada, haverá tempo, já que as eleições são em outubro?”, perguntava o senador. Fica o PT — e os que embarcarem na canoa com ele — reféns desse tempo.

* O risco, diz o senador, é cada um nos estados ir tratando de viabilizar suas próprias eleições apenas. E os eleitores resolverem fazer isso também, buscando um nome entre as demais alternativas postas.

Retrato falado

Ultraconservador assumido, o presidenciável Jair Bolsonaro, do PSL, comemorou durante a semana o fato de ter sido o único candidato não convidado para qualquer uma das comemorações do Dia do Trabalhador. Nas redes sociais, ele fez postagem, que foi replicada por quatro mil seguidores, tratando o fato como uma vantagem. “Nesse primeiro de maio, todos os pré-candidatos foram convidados pelos sindicatos para os festejos, só um pré-candidato não foi convidado: Jair Bolsonaro”.

Polêmico e premiado

O sistema que investiga fraudes no seguro desemprego é fruto de uma polêmica briga entre o Ministério do Trabalho e a Controladoria Geral da União (CGU). A briga já foi tema de nota na coluna. A Controladoria afirma ter havido problemas na contratação da empresa que gera o sistema, alegando superfaturamento e direcionamento. O Ministério do Trabalho contesta. O valor do contrato é de R$ 78 milhões. Apesar da polêmica, o sistema, batizado de Projeto Prometheus, acaba de ganhar o III Prêmio Ajufe de Boas Práticas de Gestão. A base do projeto foi desenvolvida em parceria pela Polícia Federal e o Ministério do Trabalho.

Toma lá dá cá

Como a AGU tem atuado para fechar com empresas os acordos de leniência?
Houve um primeiro momento em que AGU, Ministério Público e Controladoria Geral da União não se entendiam bem. Na busca de informações, muitas vezes o MPF fazia acordos que não atendiam as necessidades da União na recomposição das perdas nos casos de corrupção. Isso aconteceu, por exemplo, no caso da Odebrecht. Fizemos vários acertos, e hoje os acordos de leniência estão sendo fechados de forma afinada entre as instituições.

Quantos acordos já foram fechados assim?
Já fechamos três acordos nesse modelo. O maior deles com a UTC. Esses acordos envolvem ressarcimentos à União próximos de R$ 4 bilhões. Nos casos da Odebrecht e da JBS, os acordos estão sendo revistos.

Esse diálogo, então, é importante?
O diálogo tem sido a chave do trabalho da AGU. Em casos que envolvem conflitos entre órgãos da União, estamos tentando a conciliação. Já realizamos 80 mil acordos, que evitam ações judiciais demoradas. Isso deu uma economia aos cofres públicos da ordem de R$ 1,4 bilhão.

Loteamentos suspeitos

Uma denúncia anônima entregue ao Ministério Público Federal (MPF) dá conta de que a abertura de loteamentos imobiliários em Jaguariúna (SP), região metropolitana de Campinas, favoreceria amigos e aliados do prefeito Gustavo Reis (MDB). Na cidade, corre à boca pequena que entre as transações suspeitas estaria a compra da centenária Fazenda da Barra.

Danos ambientais

Essa fazenda foi comprada no primeiro mandato de Reis e as obras estão paradas, mas o projeto estava à cargo da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura. Alterações no plano diretor da cidade facilitariam os negócios para beneficiar construtoras e imobiliárias de Jaguariúna, ligadas ao prefeito. Há indícios de danos ao meio ambiente.

Dedicação

A Polícia Federal do Paraná enfrentou dificuldades, nas últimas semanas, para cumprir os prazos da maioria dos inquéritos da Lava Jato. Isso aconteceu, segundo apurado por ISTOÉ, porque a equipe teve que se dedicar exclusivamente a um procedimento sigiloso relativo à operação. Esse caso exigiu dedicação integral das equipes de Curitiba.

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