Coxim, MS
9 de agosto de 2018
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Operação do Gaeco prendeu 25 em MS e realizou busca e apreensão em Coxim

Foto: Jacklin Andreucce/TV MS Record

A operação Grãos de Ouro, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), prendeu 33 pessoas em sete estados, sendo 25 só em Mato Grosso do Sul, nesta quarta-feira (8).

Segundo informações obtidas no Portal do Ministério Público Estadual, dos 33 mandados de busca e apreensão um foi cumprido no município de Coxim. As autoridades ainda não forneceram detalhes e nem o local onde foi realizada a busca, sobre o esquema de sonegação que causou prejuízo de R$ 44 milhões ao Governo do Estado.

Além das prisões, a operação cumpriu 104 mandados de busca e apreensão em MS e nos estados de Paraná, São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Mato Grosso.

Os números da operação foram repassados durante entrevista coletiva dos promotores do Gaeco, em Campo Grande.

Durante a operação, os agentes do Gaeco apreenderam meio milhão de reais em dinheiro na casa de um produtor rural na Capital. A quadrilha envolvia produtores rurais, servidores públicos, empresários e transportadora. Quatorze empresas de fachada já foram identificadas no esquema.

Conforme os promotores, a venda original era de Mato Grosso do Sul para outros estados, transação que tem cobrança de ICMS. As empresas falsificavam notas fiscais como se fossem operações de vendas internas para o próprio Estado.

Para transportar os grãos, os motoristas apresentavam uma segunda nota falsificada, pelas transportadores. Na nota falsa, o produto era identificado como fosse de outro estado e que estaria somente de passagem por MS, operação que não incide cobrança de ICMS.

De acordo com a Coordenadora do GAECO, a investigação do esquema criminoso começou em 2016 quando o MPMS foi provocado pela Secretaria de Fazenda de Mato Grosso do Sul que apresentou suposta existência de um esquema de sonegação de tributos estaduais, ICMS, na comercialização de grãos produzidos no Estado de MS.

A coletiva foi conduzida pela Promotora de Justiça e Coordenadora do GAECO, Cristiane Mourão Leal Santos e acompanhada pelo Promotor de Justiça do GAECO, Thalys Franklyn de Souza; pelo Controlador-Geral do Estado, Carlos Eduardo Girão; e pelo Corregedor-Geral do Estado, José Barcellos.

Balanço da Operação – Segundo a Coordenadora do GAECO, a operação cumpriu 33 mandados de busca em Campo Grande, 21 em Chapadão do Sul, 11 em Costa Rica, 1 em Coxim, 2 em Itaporã, 3 em Nova Alvorada do Sul, 1 em Fátima do Sul, 1 em Cassilândia, 1 em Rio Negro, 5 em Rio Verde de Goiás, 3 em Mineiros (GO), 5 em Alto Araguaia (MT), 2 em Cuiabá, 2 em Presidente Prudente (SP), 2 em São José do Rio Preto (SP), 1 em Paranapuã (SP), 1 em Jales (SP), 1 em Oroeste (SP), 1 em Cosmorama (SP), 1 em Três Fronteiras (SP), 1 em Álvares Machado (SP), 1 em Uberlândia (MG), 1 em Unaí (MG), 1 em Paranaguá (PR) e 2 em Rodeio Bonito (RS). Em Campo Grande foram 13 prisões, incluindo servidores. Já no interior, foram 9 mandados de prisão em Chapadão do Sul, um dos municípios carros-chefes da produção rural no Estado, 2 foram em Costa Rica e 1 em Itaporã; 2 em Cuiabá; 1 em Rio Verde Goiás; 1 em Mineiros (GO); 2 Presidente Prudente (SP) e 2 em Rodeio Bonito (RS) Participaram da Operação 34 Promotores de Justiça e 250 Policiais Militares.

(Com informações do Diário Digital e da assessoria de imprensa do MPE)

Dinheiro apreendido na casa de produtor rural em Campo Grande (Foto: Divulgação/MPE)
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