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20 de junho de 2018
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MP quer manter preso policial que quebrou celulares durante operação contra a ‘Máfia do Cigarro’

Foto: Divulgação

O MP (Ministério Público) se manifestou contrário ao pedido de liberdade provisória impetrado pela defesa do 2º sargento da Polícia Militar e ex-assessor da Secretaria de Estado de Governo, Ricardo Campos Figueiredo, suspeito de envolvimento na ‘Máfia dos Cigarreiros’.

O habeas corpus ainda não foi julgado pela Justiça, mas, em sua manifestação, o MP alega que Ricardo poderia obstruir as investigações e que já foi comprovada a autoria e materialidade do crime de obstrução, quando da sua prisão durante a deflagração da Operação Oiketicus pelo Gaeco, no dia 16 de maio.

A polícia cumpriria um mandado de busca e apreensão contra Ricardo durante a Operação, mas ele acabou preso por obstrução de Justiça porque destruiu dois celulares no momento da abordagem.

Durante audiência de instrução, o sargento teria reiterado seu pedido de liberdade por não representar perigo à ordem pública depois que testemunhas foram ouvidas. A oitiva das testemunhas que investiga a participação de Ricardo na ‘Máfia dos Cigarreiros’ foi marcada para o dia 25 deste mês.

Uma das testemunhas arroladas por Ricardo Campos é o Coronel do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), Kleber Haddad Lane. O pedido foi feito em substituição a outra testemunha.

Ricardo foi preso durante a deflagração da Operação Oiketikus no dia 16 de maio. Na ocasião, ele destruiu dois celulares.  Ao todo, a Corregedoria da Polícia Militar e o Gaeco cumpriram 66 mandados, sendo 21 de prisão e 45 de busca e apreensão.

Entre os alvos estavam oficiais e praças da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, incluindo comandantes de unidades em municípios do interior.

Mais prisões

A Oiketicus teve mais uma fase no dia 13 de junho, quando oito policiais militares, entre eles um tenente da reserva e sete praças, foram presos.

Cinco praças foram presos em cidades do interior do Estado e três na Capital. Todos foram levados para a Corregedoria da PM, onde passaram por procedimentos administrativos e, em seguida, foram levados para o Presídio Militar de Campo Grande.

Ao todo 29 policiais militares foram presos durante a deflagração da operação.

‘Máfia dos Cigarreiros’

Em abril deste ano, a Polícia Federal deflagrou uma operação contra o contrabando de cigarros. A ação foi batizada de “Homônimo” e ocorreu nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo. Em Mato Grosso do Sul foram cumpridos mandados em Naviraí e Iguatemi.  Foram expedidos pela Justiça 35 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, 45 mandados de busca e apreensão, 32 de bloqueios de bens.

A investigação teve início em agosto de 2017, e apontou que a quadrilha sonegava mais de R$ 4 milhões em impostos e faturava R$ 2 milhões com a venda da mercadoria ilegal.

Em fevereiro deste ano, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) apreendeu carga com 700 mil maços de cigarros contrabandeados em Coxim. A carga foi avaliada em R$ 3,5 milhões. O motorista informou que pegou o carregamento no Paraguai e levaria para a cidade de Goiânia (GO), onde receberia o pagamento pelo transporte.

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