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25 de fevereiro de 2019
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Após governo pedir revisão ao TCU, CCR espera justiça e diz que já injetou R$ 1,9 bi na 163

Praça de pedágio da CCR MSVia em Campo Grande. (Foto: Cleber Gellio/Arquivo Midiamax)

Enquanto o governo estadual tenta garantir uma revisão contratual para garantir a duplicação total da BR-163, junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), a concessionária responsável pelos 845 km da rodovia em Mato Grosso do Sul espera decisão da justiça de um pedido para alterar o que foi contratualizado após vencer o leilão em 2013 e alega já ter gasto R$ 1,9 bilhão em obras.

“O Grupo CCR informa que, alinhado ao seu compromisso de promover o desenvolvimento socioeconômico e ambiental das regiões onde atua, ajuizou ação de reequilíbrio do contrato de sua concessionária CCR MSVia. A solicitação da empresa é para que haja uma readequação do cronograma de investimentos previstos no contrato original, respeitando a demanda em cada segmento”, informou a companhia por meio de sua assessoria.

Na última semana, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) se encontrou com o presidente do TCU, José Mucio Monteiro, e revelou que o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, se comprometeu a enviar à Corte Fiscal pedido para revisão do contrato com a CCR.

“A companhia optou pelo pedido de reequilíbrio contratual baseado em eventos – não imputáveis à concessionária – que resultaram num acentuado desequilíbrio de ordem econômico-financeiro, prejudicando o acionista privado e as perspectivas de investimentos futuros da concessão. Frente à postura de transparência e abertura para o diálogo junto às instâncias cabíveis, o Grupo CCR buscou rever parâmetros junto à ANTT, porém, sem sucesso o que motivou o ajuizamento da referida ação”, alega a concessionária.

A companhia afirma que o montante gasto na 163 em Mato Grosso do Sul, além dos 150km duplicados, também houve melhorias em outros 520km da rodovia, o que, aliado ao SAL (Sistema de Atendimento ao Usuário), resultou na redução de 78,5% do número de acidentes fatais no trecho da BR que corta o Estado.

A duplicação da rodovia foi debatida também na Assembleia Legislativa nesta semana, com cobranças para retomada da duplicação. Em resposta, a concessionária afirma que tem buscado ‘todas as alternativas possíveis para que a prestação dos serviços não seja descontinuada’.

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