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21 de Março de 2018
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Fechar as fronteiras é caminho para segurança e pode definir eleições

Foto: Divulgação

O próximo presidente terá que fechar as fronteiras entre Brasil e Paraguai como forma de combater o contrabando de cigarro e crimes correlatos. Isto é o que sugere resultado de pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha – entre 5 e 8 de fevereiro de 2018 – e publicada hoje no site da revista Exame, na qual 62% dos entrevistados apoiam o endurecimento da fiscalização nas linhas internacionais.

Por conta do policiamento escasso, Mato Groso do Sul se tornou maior rota do contrabando e tráfico de armas e drogas da América Latina. Os materiais cruzam a fronteira, onde a presença das forças federais é escassa, passam pelo Estado e chegam a grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro, resultando no crescimento da violência.

Conforme divulgado pela Exame, o investimento em segurança pode ser fator determinante nas eleições, já que 86% dos entrevistados não votariam em candidato que recusasse combater o contrabando e também acreditam que tal delito fomenta o tráfico, sendo estes os dois dos principais problemas enfrentados, por exemplo, pelo Rio de Janeiro, onde há intervenção militar.

No ano passado, a Receita Federal apreendeu mais de R$ 322 milhões em cigarros contrabandeados em território sul-mato-grossense. A estimativa é de que 50% do material seja destinado ao comércio ilegal no Estado. O consumo, além de afetar a segurança, também prejudica a arrecadação de impostos, gerando impacto negativo na economia, e compromente a saúde, pois o cigarro sem controle de qualidade aumenta as chances de doenças como câncer.

Mais resultados

Ainda segundo a pesquisa do Datafolha, 38% dos entrevistados defendem que o futuro presidente rompa relações com o Paraguai – o presidente, Horácio Cartez, é chefe do grupo Tabesa, maior distribuidor de tabaco no país vizinho. Outros 74% querem mais investimentos em segurança, 64% pedem penas mais duras ao contrabando e 57% querem ações contra o mercado ilegal. Também defendem redução de impostos do tabaco no Brasil, para tornar o produto legal mais competitivo e desestimular o consumo do que é fornecido pelo Paraguai.

Durante agenda pública na sexta-feira passada, o governador Reinaldo Azambuja havia reiterado a necessidade do fim das reuniões e início das ações, sugerindo também o fechamento das fronteiras, como forma de combate ao crime organizado. “Temos que fechar as fronteiras do Brasil, colocar a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e o Exército para fazermos uma blindagem nas fronteiras”, disse o governador, pedindo mais investimentos.

“Nós estamos prontos e estamos ajudando o Governo Federal, pois quem cuida das fronteiras de Mato Grosso do Sul hoje é o DOF e a Polícia Militar Rodoviária. Agora, queremos ver se eles [Governo Federal] vão montar o Núcleo de Inteligência de Fronteira, que foi prometido por quatro ministros da Justiça e não foi cumprido por nenhum. Espero que agora, com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, eles possam implementar essas ações para dar efetividade no trabalho de segurança das fronteiras”.

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