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21 de Março de 2018
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Defesa Civil alerta para inundações no Pantanal com impacto na economia

Principal preocupação é com as comunidades ribeirinhas e áreas rurais – Foto: Defesa Civil de Corumbá

A Defesa Civil de Corumbá emitiu hoje (21) o primeiro boletim de alerta com risco de inundação em 2018. Apesar do risco ser considerado moderado, a equipe informou que o nível do Rio Paraguai atingiu até o momento 4,03 metros, o que significa dois metros acima do nível normal.

Segundo o diretor-executivo da Defesa Civil, Isaque do Nascimento, o primeiro alerta aconteceu no dia 17 de março e o segundo, dia 19 de março. “Desde a última informação, obtida na segunda-feira, não houve alteração, porém, o rio apresenta comportamento de continuada elevação, demonstrando força de atingir níveis mais abrangentes”, pontua.

Prognósticos de outras instituições de monitoramento de chuvas informaram que o comportamento do Rio Paraguai é de ascenção nas próximas semanas, podendo atingir níveis mais elevados e, de algum modo, gerar perturbação ao funcionamento da rotina para as populações ribeirinhas e para os empreendimentos que tenham conectividade ou influência desse principal rio pantaneiro.

O boletim de alerta tem o objetivo de subsidiar as ações de proteção ambiental, o manejo campestre, o manejo pastoril, a navegação fluvial, as atividades econômicas ativas no complexo pantaneiro e a programação regional das comunidades tradicionais que habitam nas regiões das águas, com procedimentos preventivos e preparativos frente ao evento adverso que se avizinha, com vista a evitar ou minimizar os danos humanos, materiais ou ambientais.

INUNDAÇÃO GRADUAL

A Agência Municipal de Proteção e Defesa Civil de Corumbá vem acompanhando a inundação gradual do rio Paraguai que já vem se desenvolvendo nos últimos meses. Foram notadas algumas características incomuns para o período, como por exemplo a chegada antecipada das águas originárias do planalto, mais especificamente na região norte, onde nos últimos tempos tem havido uma precipitação pluviométrica constante e com acentuado volume.

Acrescenta-se a essa dinâmica as precipitações pluviométricas, que também continuam persistindo no pantanal sul. Os tributários do rio Paraguai, como os rios Taquari, Miranda, Aquidauana, Negro e outros que estão tendo níveis expressivos, acabam também de algum modo influenciando e impactando a cheia nesse complexo pantaneiro.

HISTÓRICO

Segundo a informações da Embrapa Pantanal, historicamente quando o nível máximo do rio Paraguai, em Ladário, se iguala ou supera o nível de alerta de enchente, que é de 4,0 metros, o ano é considerado de cheia no pantanal, caso contrário, como sendo de seca.

Quando o pico de cheia fica compreendido entre 4  e 4,99 m, como sendo de cheia pequena, entre 5 e 5,99 metros como de cheia normal e igual ou superior a 6,0 m como cheia grande ou super cheia.

É importante destacar o registro das três maiores cheias já ocorridas: Em 1988 ocorreu a maior cheia já registrada em nossa região, com 6,64 metros; em 1905 a segunda maior cheia, quando foram registrados 6,62 metros; e em 1995 a terceira maior cheia , com 6,55 metros na régua de Ladário.

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